Deus é o Dono do Mundo

O Dono do Mundo

Há poucos instantes atrás, uma pessoa me disse o seguinte: “Ah! Se eu pudesse viajar para algum lugar e relaxar!”. Respondi-lhe afirmando que não há lugar algum habitado neste planeta onde haja tranquilidade plena e paz perene. E aqui repito: Não há nação alguma sobre a terra que esteja imune à opressão dos dominadores deste mundo. Por todo lado há corrupção, suborno, roubos, furtos, traições e mentiras.

“Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.” Efésios 6:12

“Não desfaleça o vosso coração, não temais o rumor que se há de ouvir na terra; pois virá num ano um rumor, noutro ano, outro rumor; haverá violência na terra, dominador contra dominador.” Jeremias 51:46


Aliás, o Brasil já é motivo de escárnio e de deboche por todo o mundo devido ao burlesco e caricato posicionamento de seu povo diante de um dos maiores espetáculos de mentiras sucessivas oriundas do serpentário de parasitas que governam e dominam esta nação. O mais grave, entretanto, é a conivência e a cumplicidade para com a mentira por parte de um povo que não vive (ainda) debaixo de um regime ditatorial.

Literalmente dando as costas às oportunidades para a promoção da justiça segundo o caráter de Deus, lançam a eles próprios em um mar de injustiças e ainda aplaudem seus opressores. E depois reclamam e lamentam, dizendo: “Quão difícil é a vida dos pobres!”, quando são eles próprios, e em grande medida, co-responsáveis pelo seu estado de pobreza e de miséria. A miséria continuará a assolar as mesas de muitos. Porém não a de todos.

“Se eu tivesse fome, não to diria, pois o mundo é meu e quanto nele se contém.” Salmos 50:12

“Minha é a prata, e meu é o ouro, diz o Senhor dos exércitos.” Ageu 2:8


De fato, é chocante e aterrorizante assistir a milhões de pessoas sendo lançadas, diariamente, na penúria e na miséria nesta nação. O número de miseráveis não para de crescer, e ainda em meio ao tenebroso cântico mentiroso que falsamente assevera a melhoria das condições de vida dos mais pobres. Este modo de opressão não é original, haja vista que já sucedia antigamente, embora jamais como nas proporções atuais e tão regado de ironia e de achincalhe como nos dias de hoje. Observe o relato bíblico abaixo.

“Ouvi isto, vós que pisais os necessitados, e fazeis perecer os pobres da terra, dizendo: Quando passará a lua nova, para vendermos grão? e o sábado, para expormos trigo? diminuindo o efa, aumentando o siclo e servindo-nos de balanças falsas para comprarmos os pobres por dinheiro, e os necessitados por um par de sapatos, e para vendermos o refugo do trigo. Jurou o SENHOR pela glória de Jacó: Eu não me esquecerei de todas as suas obras, para sempre!” Amós 8:4-7

O desprezo a Deus, todavia, é a principal causa da pobreza e da miséria de tantos. Por causa de seus próprios pecados e rebeldia é que são dominados e explorados os que desprezam a Deus, o Senhor de todas as riquezas e o dono de toda coisa preciosa e de valor. Vejamos que está escrito:

“Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago 4:2-4

Um Exemplo Bíblico e Histórico

Um dos mais notáveis exemplos de como desprezar a Deus redunda em miséria e em pobreza está registrado nas Escrituras. Israel, após ter sido acolhido pela generosidade e pelo amor de Deus, voltou-lhe as costas, tendo então o Senhor os entregue nas mãos dos que lhes perseguiam. Vejamos.

“Fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o SENHOR; por isso, o SENHOR os entregou nas mãos dos midianitas por sete anos. Prevalecendo o domínio dos midianitas sobre Israel, fizeram estes para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, e as cavernas, e as fortificações. Porque, cada vez que Israel semeava, os midianitas e os amalequitas, como também os povos do Oriente, subiam contra ele. E contra ele se acampavam, destruindo os produtos da terra até à vizinhança de Gaza, e não deixavam em Israel sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. Pois subiam com os seus gados e tendas e vinham como gafanhotos, em tanta multidão, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para a destruir. Assim, Israel ficou muito debilitado com a presença dos midianitas; então, os filhos de Israel clamavam ao SENHOR.” Juízes 6:1-6

Não é sem sabedoria o mote popular: “Cada povo tem o governo que merece”.

Por outro lado, ao amarem a Deus de coração, servindo-o com humildade e simplicidade de alma, este mesmo Deus não retinha a sua todo-poderosa mão para abençoar.

“Então, o sumo sacerdote Azarias, da casa de Zadoque, lhe respondeu: Desde que se começou a trazer à Casa do SENHOR estas ofertas, temos comido e nos temos fartado delas, e ainda há sobra em abundância; porque o SENHOR abençoou ao seu povo, e esta grande quantidade é o que sobra.” 2 Crônicas 31:10

Ofertar a Deus é a súmula da questão, pois quem oferta a Deus evidencia compromisso e fidelidade para com Ele em seu coração. Porém não me refiro a dinheiro simplesmente, mas antes a tudo o que a Deus é devido.

Dai a Deus o que é de Deus

Perversos em seus corações, os perseguidores do Senhor Jesus Cristo tinham seus olhos fitos neste mundo e estavam seduzidos pelo mal. Com o intuito de procurar lhe atribuir alguma falta, ou achar motivo para o acusar, eles lhe perguntaram:

“é lícito pagar tributo a César ou não? Mas Jesus, percebendo-lhes o ardil, respondeu: Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição? Prontamente disseram: De César. Então, lhes recomendou Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, admirados da sua resposta, calaram-se.” Lucas 20:22-26

Ora, se os que agora dominam sobre a terra roubam, surrupiam e ratoneiam o dinheiro público e oprimem a órfãos e viúvas, certamente que o juízo de Deus lhes sobrevirá sem que, de maneira alguma, possam escapar. Contudo, isto não significa que deixemos de pagar nossos impostos e que nos transformemos em sonegadores “por uma causa nobre”. Vejamos que o DONO de tudo pagou o imposto devido a César, enfatizando, entretanto, que a Deus devemos dar o que lhe pertence. E quando, acima, disse que não me referia a dinheiro apenas quando falo em ofertar, isto digo por causa do que está escrito:

“Vendei os vossos bens e dai esmola; fazei para vós outros bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, onde não chega o ladrão, nem a traça consome, porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” Lucas 12:33,34

Ofertar a Deus significa dar a ele nossa reverência, nosso respeito, cânticos de louvor e de adoração, ações de graça (gratidão), o reconhecimento sincero de sua grandeza e magnificência, enfim, dar a Deus a primazia em nossas vidas e o trono dos nossos corações. Significa ainda submeter-lhe todo o poder que possuímos, nossos talentos e aptidões, nosso tempo e nossos esforços. Ainda que, como disse Davi:

“Pelo que Davi louvou ao SENHOR perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos.” 1 Crônicas 29: 10-14

No que tange ao dinheiro, emprestar aos irmãos sem esperar receber nada em troca, colaborar financeiramente na Igreja, acudir aos necessitados e dar esmolas são expressões deste amor para com Deus e evidências de um compromisso para com ele. São frutos da adoração verdadeira e atitudes segundo o caráter de nosso Pai. Pois que proveito haveria em ofertar a Deus ouro, prata ou pedras preciosas se destas coisas ele não se serve? Não é ele o dono de todas estas coisas? Não provém dele mesmo todas elas? Porém, ao fazermos o bem, socorrendo materialmente a quem necessita, assim honramos a Deus e damos a ele aquilo o que mais lhe interessa, a saber, a nossa fé. Se é o pobre, e não Deus, o beneficiado com os recursos materiais que lhe disponibilizamos - Deus é Espírito - , os frutos espirituais de nossas boas ações certamente subirão aos céus como aroma suave agradável a Deus, e isto por intermédio do Senhor Jesus Cristo.

Ricos e pobres, fartos ou famintos, somos todos devedores a Deus. Ao abastado cabe-lhe ser grato a Deus por sua fartura, e ao pobre é seu dever clamar a Deus a fim de que de nada tenha falta.

O destino dos usurpadores são as trevas eternas, mas para o homem humilde e fiel diante de Deus haverá fartura de pão nesta vida e abundância de paz pelos séculos dos séculos.

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem?” Mateus 7:7-11
 


 

 

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