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O
caos progressivo que já avassala o mundo inteiro é, em grande
medida, consequência direta de uma guerra que está agora, neste
exato momento, sendo travada no coração de cada ser humano que
habita sobre a face da terra, esteja onde estiver.
“Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que
cogitais o mal no vosso coração?” Mateus 9:4
“Dá-me, filho meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos
meus caminhos.” Provérbios 23:26
Basta acessarmos as manchetes de qualquer jornal e veremos
notícias sobre guerras, atentados terroristas, disputas
políticas, querelas econômicas, homicídios em massa, e por aí
vai. Todavia, a maior e mais importante de todas as guerras é a
que é travada em nossos íntimos, em nossas almas, em nossos
corações, pois do resultado final desta guerra íntima é que
depende o futuro eterno de cada um de nós.
Toda a Bíblia é o relato passado, presente e futuro de como Deus
tem agido a fim de salvar o homem do horrendo destino eterno que
sobrevirá sobre todos cujos corações têm sido rebeldes à sua
voz. E entendamos por voz de Deus como sendo todas as maneiras
pelas quais ele tem se dirigido à sua criação, e aqui,
especificamente, ao ser humano.
“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas
maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos
falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas,
pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da
glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as
coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a
purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas
alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou
mais excelente nome do que eles.” Hebreus 1:1-4
E tudo o que Deus nos fala através de seu Filho está expresso
nos Evangelhos. E é no próprio Evangelho que encontramos uma
como que súmula da vontade de Deus quando o Senhor Jesus Cristo
fala sobre os dois maiores mandamentos de Deus e sobre os
principais preceitos da Lei. Dois textos bíblicos são
particularmente magníficos e notáveis:
“Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe
Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda
a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e
primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o
teu próximo como a ti mesmo.Destes dois mandamentos dependem
toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22:36-40
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o
dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado
os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia
e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!”
Mateus 23:23
A beleza harmônica destas palavras ditas pelo Mestre são mais do
que comoventes. É pela fé que aceitamos o Evangelho, crendo na
obra salvadora do Senhor Jesus Cristo, bem como é também pela fé
que podemos pôr em ação todo comportamento que possa evidenciar
nosso amor a Deus e ao próximo. E no tocante às ações em prol do
bem estar do próximo, temos a justiça e a misericórdia. Em
palavras simples, justiça aqui significa não causar dano algum
aos nossos semelhantes, não fraudar ninguém, não prejudicar
ninguém. Ao passo que tendo misericórdia em nossos corações,
certamente seremos solícitos em auxiliar, em ajudar os nossos
semelhantes, nos moldes e nos parâmetros divinos ensinados no
trecho bíblico a seguir:
“E eis que certo homem, intérprete da Lei, se levantou com o
intuito de pôr Jesus à prova e disse-lhe: Mestre, que farei para
herdar a vida eterna? Então, Jesus lhe perguntou: Que está
escrito na Lei? Como interpretas? A isto ele respondeu: Amarás o
Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de
todas as tuas forças e de todo o teu entendimento; e: Amarás o
teu próximo como a ti mesmo. Então, Jesus lhe disse: Respondeste
corretamente; faze isto e viverás. Ele, porém, querendo
justificar-se, perguntou a Jesus: Quem é o meu próximo? Jesus
prosseguiu, dizendo: Certo homem descia de Jerusalém para Jericó
e veio a cair em mãos de salteadores, os quais, depois de tudo
lhe roubarem e lhe causarem muitos ferimentos, retiraram-se,
deixando-o semimorto. Casualmente, descia um sacerdote por
aquele mesmo caminho e, vendo-o, passou de largo.
Semelhantemente, um levita descia por aquele lugar e, vendo-o,
também passou de largo. Certo samaritano, que seguia o seu
caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele. E,
chegando-se, pensou-lhe os ferimentos, aplicando-lhes óleo e
vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o para
uma hospedaria e tratou dele. No dia seguinte, tirou dois
denários e os entregou ao hospedeiro, dizendo: Cuida deste
homem, e, se alguma coisa gastares a mais, eu to indenizarei
quando voltar. Qual destes três te parece ter sido o próximo do
homem que caiu nas mãos dos salteadores? Respondeu-lhe o
intérprete da Lei: O que usou de misericórdia para com ele.
Então, lhe disse: Vai e procede tu de igual modo.” Lucas
10:25-37
Como diz o Senhor, procedendo assim, pela fé, viveremos. A fé
opera através do amor devotado a Deus e ao próximo.
“Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão, nem a
incircuncisão têm valor algum, mas a fé que atua pelo amor.”
Gálatas 5:6
O Ódio
Por outro lado, é através do ódio que os males são levados a
cabo contra os nossos semelhantes. Inveja, revanchismo,
disputas, ira, rixas, cobiças, ambições doentias, covardia,
adultérios, explorações e espoliações, tramas, intrigas,
fraudes, artimanhas e trapaças, enfim, todas estas coisas se
movem e acontecem no território da vigência e da dominância do
ódio. E por ódio, podemos entender como sendo a própria antítese
do amor. O ódio é a celebração máxima do egoísmo, a mais intensa
expressão da arrogância e é o sentimento que move o coração do
diabo.
Invariavelmente, o ódio sempre redundará em injustiças, e é por
causa das injustiças cometidas contra os outros que muitos já
pereceram (estão no inferno) e é por causa delas que muitos
ainda haverão de perecer.
Embora haja indivíduos impressionantemente perversos e maus, a
ponto de praticarem o mal contra o próximo por mero prazer
sádico (diabólico), na maioria dos casos o mal é perpetrado
em razão de algum ganho ilícito cobiçado pelo ofensor. Como
exemplo, podemos citar o roubo ou o furto. Sem necessidade de
detalharmos aspectos jurídicos e humanos de interpretação de
leis, o que conta, de fato, é a injustiça praticada contra o
próximo, pois na cobiça de possuir algo que não lhe pertence, o
agressor age tomando posse indevida de algo que não é dele, e
para isto há uma infinidade de modos e de meios para levar a
cabo este mal intento. O ganho é o produto do roubo.
O que muitos não discernem é que para a prática do mal contra o
próximo existe um enorme corpo de patrocinadores e de
incentivadores espirituais, a saber, Satanás e seus demônios. E
o modo pelo qual o diabo coloca seu patrocínio à disposição do
ofensor se chama: tentação.
Existem, por exemplo, esquemas de desvio de dinheiro público tão
bem elaborados que não é difícil notar a inteligência do diabo a
orquestrar tais maldades. Deste modo, o homem se torna cúmplice
direto dos desígnios do diabo, e é por este motivo que sua
condenação será a mesma preparada para Satanás e para seus anjos
caídos.
“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda:
Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para
o diabo e seus anjos.” Mateus 25:41
Através da cobiça pelo produto de um roubo, ou de uma fraude,
por exemplo, o homem age buscando seu ganho ilícito, e assim é
vencido e subjugado pelo diabo, fazendo a sua vontade,
tornando-se cúmplice de demônios e, por fim, incorrendo na
mesmíssima condenação destes, a saber, o lago do fogo.
“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos
abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos
idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no
lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte.”
Apocalipse 21:8
O Pendor do Coração
Não é possível servir a Deus apenas na aparência ou na
participação em rituais religiosos. E isto está
expressamente declarado nas Escrituras:
“Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a
Deus.” Mateus 5:8
“Matarei os seus filhos, e todas as igrejas conhecerão que eu
sou aquele que sonda mentes e corações, e vos darei a cada
um segundo as vossas obras.” Apocalipse 2:23
Também não é possível para alguém viver na prática e na promoção
do mal sem que seu coração esteja contaminado pela injustiça:
“E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina.
Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem
os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os
adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a
inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes
males vêm de dentro e contaminam o homem.” Marcos 7:20-23
Sendo assim, a pregação do Evangelho é o convite de Deus a fim
de que o homem se arrependa de seus pecados e se reconcilie e se
harmonize com Deus na pessoa de Cristo. Ao passo que as
tentações do diabo são as suas investidas contra os homens a fim
de oferecer-lhes os ganhos ilícitos do pecado, ou seja, com a
consumação da injustiça, conseguindo assim arrastá-los para a
sua própria condenação, algo que lhe é bem próprio, pois o diabo
age movido pelo ódio que tem contra Deus e contra os homens.
Veja a evidente oposição dos princípios:
Jesus Cristo = amor a Deus e amor ao próximo
Satanás = ódio a Deus e ódio ao próximo
Notemos bem que estamos falando de dois sentimentos, amor e
ódio, os quais habitam, separadamente, nos corações dos
homens. O amor, do coração, frutifica para Deus. O ódio, do
coração, despreza Deus. A coexistência definitiva destes dois
sentimentos, ou princípios, no coração de alguém é absolutamente
impossível. E isto é ensinado pelo Senhor:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de
aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e
desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.”
Mateus 6:24
Alguém dirá: “Mas o Senhor está falando sobre servir a Deus ou
servir às riquezas”. Exatamente! Pois o maior instrumento de
poder que há no mundo é o dinheiro. O dinheiro concede poder ao
seu possuidor, e este poder pode ser usado para amar ou para
odiar, dependendo do modo como é utilizado. E se o dinheiro em
si é o objeto de devoção do indivíduo, então estamos falando
sobre egoísmo, soberba, cobiça e ódio, como está escrito:
“Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e
alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se
atormentaram com muitas dores.” 1 Timóteo 6:10
“Os discípulos estranharam estas palavras; mas Jesus insistiu em
dizer-lhes: Filhos, quão difícil é para os que confiam nas
riquezas entrar no reino de Deus!” Marcos 10:24
Servir e confiar nas riquezas é um modo grosseiro de se
desprezar a Deus. É um “grito de liberdade” satânico, é o
princípio diabólico da independência (rebelião) contra Deus.
Podemos ver este mesmo princípio expresso nas palavras de um dos
mais conhecidos maçons e mestres satanistas dos últimos tempos,
Aleister Crowley:
“Faça o que você quiser deverá
ser o todo da lei ” (Aleister Crowley, 1875 – 1947)
Logo, mais cedo ou mais tarde um dos dois princípios terminará
por prevalecer no coração do homem, ou prevalecerá o amor a Deus
ou prevalecerá o egoísmo, o qual se expressa pelo ódio. Por isso
está escrito:
“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai
as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o
coração.” Tiago 4:8
A Grande Guerra
Como já mencionado anteriormente, é pelo pendor (ou inclinação)
dos nossos corações que guerreiam entre si Deus e Satanás. E
esta guerra só terminará, individualmente no coração de cada um
de nós, quando houver sido estabelecida, no coração, a
fidelidade permanente a um destes dois princípios antagônicos:
amor ou ódio.
Se há guerras entre nações, se há ataques terroristas,
sequestros ou homicídios, todas estas coisas cessarão quando
vier o Dono da Casa no Grande Dia. Porém, a fidelidade a Deus
permanecerá eternamente nos corações daqueles que, nos céus,
verão a face de Deus. Também eternamente permanecerão as
angústias indescritíveis de todos aqueles cujos corações
desprezaram o amor de Deus e preferiram a rebelião em prol dos
ganhos da injustiça. Lembrando aqui que SEMPRE há sofrimento e
prejuízo alheios quando entram em cena os ganhos pessoais dos
ofensores vestidos com os trapos imundos da injustiça. Alguém
terá de perder e sofrer a injustiça para que o ganho do agressor
prospere. E toda injustiça é pecado.
“Se alguém vir a seu irmão cometer pecado não para morte,
pedirá, e Deus lhe dará vida, aos que não pecam para morte. Há
pecado para morte, e por esse não digo que rogue. Toda injustiça
é pecado, e há pecado não para morte.” 1 João 5:16,17
Aproveito a oportunidade para comentar a respeito deste trecho
bíblico que, por vezes, não é bem compreendido. A Bíblia está
afirmando, categoricamente, que “toda injustiça é pecado”; aqui
temos o elemento do dolo, da intenção, da premeditação para
cometer a injustiça. Estes pecados são cometidos com motivação,
tornando o ofensor réu de pecado e sujeito ao juízo de Deus.
Está aqui implícito o prejuízo e o sofrimento de outrem, a
saber, da vítima do agressor. Isto, todavia, nada tem a ver com
o chamado “pecado imperdoável”, a blasfêmia contra o Espírito
Santo. O próprio trecho bíblico acima já nos mostra quais são os
“pecados para morte”: “Toda injustiça é pecado, e há pecado não
para morte.” Todas as injustiças são pecado, e sendo pecado
trazem sobre si a condenação para o pecado que é a morte (física
e espiritual), segundo vemos em Romanos 6:23: “porque o salário
do pecado é a morte”. “Pecado não para morte” é evidentemente um
ato não necessariamente intencional ou doloso. Se eu, por
exemplo, não intencionalmente, ou por ignorância, causo
alguma forma de prejuízo ao meu irmão, é certo que pequei contra
ele, todavia não o fiz aliado ao princípio da injustiça, ou
seja, não desejei obter ganho algum às custas da perda alheia.
Este é um “pecado não para morte”. Na realidade, há uma série
infindável de modos de causarmos prejuízos alheios sem que isto
se dê de forma francamente deliberada, haja vista o fato de
sermos seres desesperadamente injustos e deformados pela queda
de Adão, e de trazemos na carne estas graves consequências da
queda de Adão e de Eva, nossos pais segundo a carne. Não é nada
raro chegarmos a causar prejuízos e dores até mesmo a quem muito
amamos. Por outro lado, se cobiço a mulher de meu irmão, e me
deito com ela, então mereço a condenação do pecado, a saber, a
morte. Este é um “pecado para morte”, pois “o salário do pecado
é a morte”. Em qualquer dos dois casos, seja em relação ao
“pecado para morte” (dolo, injustiça) ou ao “pecado não para
morte” (não deliberado, falha de conduta, erro, equívoco, aquele
que não almeja o ganho às custas da perda de outrem), em
qualquer dos casos dependemos da misericórdia de Deus para nos
perdoar e para não nos imputar tais pecados, o que se dá pela
graça de Deus em Jesus Cristo, o qual morreu pelos nossos
pecados.
Sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, trata-se de um pecado
deliberado, o qual expressa a mais grave forma de rejeição a
Cristo (cf. Marcos 3:22-30). Podemos ver pelo texto bíblico que
os escribas presenciaram as manifestações sobrenaturais divinas
na pessoa do Senhor Jesus Cristo. Deus, o Pai, estava
confirmando o ministério do Filho pelo poder do Seu Espírito
Santo. Esta é a autenticação divina de que o Senhor Jesus Cristo
é o Messias enviado por Deus. É a evidência de que Deus estava
em Cristo reconciliando consigo o mundo (cf. 2 Coríntios 5:19).
Porém, mesmo diante da presença de Deus, o Pai, o Filho e o
Espírito Santo, mesmo assim, de modo louco, os escribas diziam:
“Ele está possesso de Belzebu. E: É pelo maioral dos demônios
que expele os demônios.” (cf. Marcos 3:22-30). Sobre esta
atitude e sobre este posicionamento de alguém diante de Cristo,
ele mesmo declarou: “Mas aquele que blasfemar contra o Espírito
Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado
eterno.” (cf. Marcos 3:22-30). ]
Finalizando, são muitas as circunstâncias adversas pelas quais
todos temos de passar ao longo desta efêmera, porém decisiva,
existência. Todavia, nada nem ninguém, ou coisa alguma, pode se
sobrepor em importância diante da fidelidade devida de nossos
corações para com Deus. Muitas são as tentações a fim de que
deixemos de adorar a Deus ou para que o critiquemos em
murmurações nos momentos de adversidade ou quando somos
contrariados. A arma espiritual contra estas tentações é a
couraça de fé e amor que precisa estar bem ajustada em nossos
tóraxes, pois com ela podemos repelir todos os ataques da trevas
que visem nos afastar de Deus. Deste modo somos vitoriosos em
Cristo e Deus é glorificado em nossas vidas.
“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos
da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança
da salvação;” 1 Tessalonicenses 5:8
“Firme está o meu coração, ó Deus! Cantarei e entoarei
louvores de toda a minha alma.” Salmos 108:1
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