A História

Todas as evidências históricas e arqueológicas apontam para a Mesopotâmia como tendo sido o local do berço da civilização humana. Porém, datar com exatidão a idade de muitos achados arqueológicos é tarefa literalmente impossível.
Diante do que se dispõe, historiadores têm procurado traçar os passos do homem ao longo dos séculos. Baseados em escritos, peças e objetos desenterrados, referências geográficas, cálculos, medições, hoje com o auxílio de poderosos softwares, procuram visualizar os tempos de nossos antepassados, com a maior clareza de detalhes possível.
 

Porém, mais do que visualizar em imagens virtuais como teria sido a vida daquela gente, o melhor e mais importante é entender a História. Compreendê-la como sendo uma seqüência de eventos no tempo, absolutamente coerentes, sem dar vez a acasos imaginários e fictícios, rica em lições a serem aprendidas e de fatos a serem lamentados.

 

Talvez seja a História a mais importante de todas as ciências quando se trata de procurar motivação e razão para existir, lutar e conquistar nossos objetivos.
A História não é e nunca jamais foi cíclica, como alguns adeptos do fatalismo, do materialismo, do naturalismo evolucionista e do ateísmo nos tentam fazer crer.
A História teve um começo absolutamente coerente com o seu desenvolvimento e progressão no tempo. Teve começo, meio, e parece caminhar para um fim.
Vista sob a perspectiva temporal, seu formato é retilíneo e não circular. A terra gira em torno de si mesma e do sol, retornando sempre ao mesmo lugar indefinidamente, porém o mesmo não acontece com a história do homem sobre a terra.


Estima-se que a população mundial por volta do século I AD, contava com cerca de 250 milhões de habitantes, hoje porém ultrapassa, impressionantemente, a quantidade de 6 bilhões de pessoas. Como chamar isto de cíclico?
A terra esfria e seus magnetismos diminuem em força, ainda que de forma imperceptível para nós. Estes fatos podem ser estimados pelos cálculos da matemática aliada à física e à história.


Se espécies se extinguiram e se a poluição ameaça a terra, onde então estaria o mecanismo de reposição das espécies extintas ou de auto-reconstrução do que já foi destruído? Vai indo assim por água abaixo a teoria materialista do existencialismo cíclico. 
O comportamento humano é, em muitos aspectos, historicamente repetitivo, pois os habitantes da Grécia antiga, ao se levantarem pela manhã, visualizavam o mesmo sol que é hoje visto por nós. Os egípcios, fenícios, latinos e os visigodos comiam e bebiam assim como nós o fazemos. Os antigos choraram e se alegraram como nós também choramos e nos alegramos. Os semitas, os sumérios e os cananeus construíram famílias e trabalharam para sustentá-las. O mesmo se dá em nossos dias.


Sob este aspecto existe sim um aspecto de repetição na história. Porém isto não confere nenhuma legitimidade às teorias materialistas e evolucionistas que procuram nos fazer acreditar na idéia do acaso e da existência sem propósito. Pois se o homem é um simples animal, irmão dos macacos e dos ratos, não existe razão para nos preocuparmos com as questões da ética e da moral. Simplesmente deixemo-nos levar pelos mais inferiores dos apetites, pois afinal, somos apenas animais. Compremos, consumamos e morramos, já que somos apenas um acidente de um processo inconsciente de evolução. Porém esta não é a verdade!

A verdade é que somos seres possuidores de elevadíssimo senso crítico e de criatividade, absolutamente singulares e insubstituíveis, dignos de todo o cuidado, respeito e atenção.

O maior problema com relação ao relato histórico não é técnico, mas ético. Se se consegue estabelecer as datas precisas da ocupação de uma determinada região por certo povo, mas se deixa de lado a fidelidade para com os fatos que realmente ali ocorreram, todo o trabalho está contaminado.
A História deve servir de lição e não de meio de manipulação. Se determinado fato é conhecido, porém ocultado, e pior ainda, ilegitimamente substituído por qualquer fantasia, logo o relato está corrompido.
Compromisso e lealdade para com o ocorrido é o mínimo que se pode requerer dos que contam a História.

Quem faz a História?

"Disse o Senhor a Gideão: É demais o povo que está contigo, para eu dar os midianitas em sua mão; a fim de que Israel se não glorie contra mim, dizendo: A minha própria mão me livrou" (Juízes 7:2)

O capítulo 7 do livro de Juízes fala a respeito de como Deus livrou a Israel dos midianitas, tendo sido o exército de Israel reduzido por Deus a apenas trezentos homens que participaram da peleja. Esta grande redução dos homens que foram combater foi um mandato expresso de Deus a Gideão.

Interessante notar que Deus disse a Gideão:

"...a fim de que não se gloriem CONTRA mim, dizendo: A minha própria mão me livrou."

Ao longo de toda a história da humanidade podemos ver que homens realizaram grandes feitos e conquistas. Porém, enganam-se aqueles que supõe que a história é uma sucessão de eventos ao acaso, tudo dependendo da "sorte" ou do maior ou do menor poder de cada um para realizar feitos.
Na verdade, Deus, de antemão, antes mesmo da fundação do mundo, já havia traçado e elaborado um impressionante e grandioso plano para a história. Traçou detalhadamente esse plano e ele mesmo é quem se encarrega de cumpri-lo. É verdade que o homem tem participação ativa em todo o curso dos acontecimentos, porém, não pode o homem arrogar para si a soberania da condução da história, nem sequer por um único dia.

Se reis e imperadores tomaram reinos e derrubaram tronos, todas estas coisas já estavam por Deus, de antemão, dispostas:

"Acaso não ouviste que já há muito dispus eu todas estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado? Agora, porém, as faço executar, e eu quis que tu reduzisses a montões de ruínas as cidades fortificadas." (Isaías 37:26)

Ninguém poderá jamais compreender o curso da história a não ser que tenha em mente que a história da humanidade é uma história de guerra.
Após a queda do homem, que ocorreu no Éden, Satanás passou a ter poder e influência nos assuntos terrenos, tendo dado início, na terra, ao mesmo tipo de rebelião que iniciou no céu.
Satanás havia proposto aos anjos um governo "autônomo", independente de Deus. Segundo se pode compreender das Escrituras, parece que um terço dos anjos aderiu a essa proposta, tendo os outros dois terços a recusado.
Os anjos que permaneceram fiéis são chamados de anjos santos e eleitos, ao passo que os rebeldes passaram a ser chamados de demônios.

O princípio fundamental da proposta satânica aos anjos é o mesmo princípio mentiroso que Lúcifer tem espalhado pelo mundo ao longo da história: "Viver independente de Deus é melhor do que viver sob Seu governo".

Após a derrota dos anjos rebeldes, uma parte deles foi lançada no Tártaro (palavra grega traduzida em português para inferno), enquanto outra parte dos demônios, e o próprio Satanás, encontram-se, temporariamente, soltos.
A finalidade da permissão divina para a atuação do diabo e de seus anjos sobre a terra tem por propósito permitir aos homens serem submetidos a uma literal prova de fidelidade, tal como ocorreu com os anjos no céu.
Assim como para os anjos rebeldes está decretada a condenação eterna, esta mesma também estará decretada aos seres humanos insubmissos e rebeldes diante do soberano Criador.

O senhor Jesus Cristo veio ao mundo precisamente para resolver esta questão. Não quanto aos anjos caídos, pois estes não têm nenhuma possibilidade de retorno à sua situação original, mas sim no tocante aos homens.
Dois princípios têm estado em conflito ao longo de toda a história: O princípio da submissão a Deus, liderado por Cristo, e o princípio da rebelião, liderado por Satanás.

Toda a jactância e arrogância do homem é solenemente condenada por Deus, pois têm raízes no princípio satânico da rebelião. E foi por esta razão que Jesus afirmou:

"...pois aquilo que é elevado entre homens, é abominação diante de Deus." (Lucas 16:15 )

O fato de ter Deus se utilizado, legitimamente, de muitos dos chamados 'personagens da história' a fim de conduzir o rumo dos acontecimentos, segundo seus propósitos e objetivos, não significa que o homem seja o senhor da história ou dos grandes acontecimentos que tiveram lugar ao longo dos anos. Tal suposição é, indiretamente, uma afirmação arrogante e presunçosa da parte do homem, seja quem for. E foi por esta razão que Deus não permitiu que um numeroso contingente humano tivesse participação na derrota dos midianitas, ao contrário, um pequeno e reduzido número de homens participou naquilo que foi um autêntico milagre, evidência da direta intervenção de Deus no rumo dos acontecimentos.
Basta ler o capítulo 7 do Livro de Juízes para observar que o que ocorreu foi um ato absolutamente divino e não humano. O fato é que Deus intervém ininterruptamente no curso da história.

Lamentavelmente, em nossos dias tem ganhado força o Humanismo Secular, enraizado no princípio da rebelião. A filosofia humanística procura fazer crer que Deus não intervém na história, cabendo supostamente ao homem todo o poder de decisão e de mudança.
Ao observarmos as reuniões de cúpula de chefes de estado, os grandes encontros nos simpósios internacionais e os grandes eventos onde toda sorte de gente se encontra, quando é que se fala a respeito de Deus? Quando é que Deus é reverenciado, ou quando é que seu nome é invocado? Eis a razão para a miserável situação em que se encontra o mundo.
 

Em outras palavras, o homem participa da história, tem um grande papel em todo o seu curso, mas a verdade é que Deus é quem faz a história. E somente ele pode dar bom fim a qualquer situação, seja a nível individual, seja a nível coletivo.

"Disse Daniel: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele é a sabedoria e o poder; é ele quem muda o tempo e as estações, remove reis e estabelece reis; ele dá sabedoria aos sábios e entendimento aos entendidos." (Daniel 2:20,21)


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