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A Inquisição
Primeiramente comecemos pela ordenação por períodos que a
História ortodoxa sugere em ambientes acadêmicos. A Idade Média
é o período que vai do século V ao XV. A Inquisição Católico
Romana, segundo autores, teria sido oficialmente instituída em
1233 pelo Papa Gregório IX.
A Inquisição papal, segundo historiadores, teve seu início em
razão da preocupação que tinham os Papas em lidar com questões
heréticas. Há relatos de que em 1209 o Papa Inocêncio III teria
ordenado uma Cruzada ao sul da França com o objetivo de combater
os Albigenses (referente á cidade francesa de Albi) ou Cátaros,
partidários de um grupo religioso austero que estaria propagando
o herético Maniqueísmo persa. Inocêncio terminou vitorioso e os
Albigenses esmagados.
Retornando a Gregório IX, este Papa formou grupos de Freis
dominicanos e os enviou também à França a fim de combater
heresias.
Os inquisidores católicos, desde o início da Inquisição, se
apresentavam como inquiridores da situação local de uma
comunidade e também como autoridades que podiam perdoar ou
condenar os acusados de trazer heresias para dentro dos domínios
da Roma papal (que na Idade Média incluía vastas regiões do
continente europeu).
A Inquisição papal era semelhante em muitos aspectos a um
tribunal perante o qual comparecem os acusados de terem
praticado algum crime ou delito. O problema é que as
investigações conduzidas pelas autoridades do clero romano eram
cercadas de segredos e de mistérios, a ponto de um acusado não
poder ter sequer seu nome revelado a algum defensor.
Se o acusado admitisse a culpa ser-lhe-ia atribuída uma pena
leve, que teria como objetivo "confirmar a sua fé". Caso não
abjurasse de sua heresia era então conduzido a julgamento. A
maioria dos julgamentos conduzia ao veredicto de culpa, sendo
então o herege entregue às autoridades civis a fim de receber
punição. A fogueira era a punição para os hereges que se
recusavam a abjurar, e a instituição da pena da fogueira foi
feita tendo por analogia com as fogueiras para as quais eram
enviados os traidores do Império Romano.
A fogueira da Inquisição na Idade Média era a mais severa de
todas as penas impostas pelo clero de Roma aos hereges, havia
ainda as penas de penitência, multa, confisco de bens e prisão.
As negociatas, os subornos, as suspeitas e as chantagens eram
práticas comuns que cresciam juntamente com os tribunais da
Inquisição. Não é difícil de se imaginar a freqüência com que
provas eram forjadas, falsos testemunhos levantados e pessoas
injustamente incriminadas pela ambição de religiosos e de leigos
pelo domínio e pelo poder. A Inquisição teve atuação destacada
no sul da França, no norte da Itália e na Alemanha.
Em 1542, Paulo III estabeleceu a Congregação da Inquisição (ou
do Santo Ofício) e esta ficou conhecida como a Inquisição
Romana. Esta instituição foi estabelecida por Roma com o
declarado objetivo de perseguir e combater os Protestantes. Esta
instituição ficou mais conhecida pela condenação imposta a
Galileu Galilei. Em 1965 a Inquisição Romana mudou de nome e é
hoje conhecida por Congregação para a Doutrina da Fé.
A Inquisição Espanhola
Em 1478 os reis católicos Fernando e Isabel tomaram as rédeas da
Inquisição na Espanha, assumindo o controle das ações da
Inquisição. A Inquisição Espanhola foi organizada com fins a
perseguir os judeus e os muçulmanos que fossem “não sinceros” em
sua conversão ao Cristianismo. O Papa Sixtus IV, segundo
autores, se limitava a nomear o inquisidor geral.
Foi durante o período da Inquisição Espanhola que passou à
notoriedade o inquisidor Tomás de Torquemada (1420-98), um
dominicano e confessor particular do Rei Fernando II e Isabel I.
Em 1483 Torquemada foi nomeado o inquisidor oficial de Castela e
Aragão, tendo sido Torquemada um forte perseguidor dos judeus.
Sua fama se deu sobretudo pelas crueldades que utilizava em seus
métodos e meios ao atuar na Inquisição romana-espanhola.
Comentário:
A Inquisição Católica foi um movimento de perseguição aos
cristãos levado ao extremo da agressividade, da perversidade, da
violência e da mentira. A razão de a Igreja de Roma perseguir os
cristãos (e o faz até hoje) é porque não conhece o Senhor dos
cristãos.
“Tenho-vos dito estas coisas para que vos não escandalizeis.
Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer
que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. Isto farão porque
não conhecem o Pai, nem a mim.” João 16:1-3
A Igreja apóstata de Roma, desde há muito, se transformou em um
império político-econômico-religioso com fins a agradar a mentes
e a corações totalmente descomprometidos com Deus e com Sua
palavra. Em outras palavras, a Igreja Católica Apóstata Romana e
o mundo corrompido são íntimos amigos.
“Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo
é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo
do mundo constitui-se inimigo de Deus.” Tiago 4:4

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