Antropologia e Genética

Como Explicar as Diferenças Étnicas e Sua Origem Comum em Adão

Particularmente consideramos que a presente  inquirição é legítima e válida. Pois há o tipo de inquirição onde ao invés de se buscar respostas para que se possa aprender, alguns procuram justificativas e meios para poder formatar um corpo de informações com o intuito final de distorcê-las. E distorcê-las para escaparem às exigências e aos requerimentos éticos e morais da Verdade.

Acreditamos que poderemos colaborar para responder ao questionamento quanto à origem genética comum de todos os homens.

Uma breve introdução:

1-Segundo as Escrituras Sagradas, nas quais cremos 100%, o Senhor Deus, o nosso Criador, formou o homem do pó da terra, tendo assoprado em suas narinas o fôlego de vida, vindo o homem a ser alma vivente. Do primeiro homem, Adão, Deus removeu uma costela, e desta costela, parte original do corpo de Adão, Deus formou a mulher.

Desde os primórdios das civilizações Deus sempre chamou homens para, através deles, dar testemunho de si próprio, uma vez que os primeiros pais, Adão e Eva, decaíram da posição original na qual o Senhor Deus os havia posto. Houve uma dramática mudança no relacionamento do homem com Deus, e isto em função da introdução do pecado no mundo, que se deu por Eva e por Adão, nossos pais genéticos segundo a carne. Já não mais falava o Senhor Deus do mesmo modo como falava a Adão, pois o homem perdeu seu estado original de comunhão com Deus, sendo esta comunhão restaurada tão somente através do Senhor Jesus Cristo, o qual é o único caminho para o Pai.

Deus, portanto, antes da vinda de Cristo em carne, falava aos homens através dos profetas judeus, hoje porém fala diretamente, e de muitas formas, aos que foram reconciliados com ele através do sangue do sacrifício do Senhor Jesus Cristo.

Por muitos séculos, antes de Moisés e de Moisés até Cristo, sempre houve homens e mulheres que testemunhavam a respeito do Criador. A eles, homens que viveram há muitos anos atrás, não lhes eram acessíveis as grandes e notáveis descobertas da ciência, tal como as conhecemos hoje, século XXI, porém aqueles homens criam, também 100%, na narrativa do Livro de Gênesis que narra, descreve e relata a criação.

Esta aceitação da narrativa bíblica era fundamentada na fé e na confiança em um Deus soberano, sábio e Todo-Poderoso. Deus este que mostrou seu grande poder ao abrir o Mar Vermelho para que os judeus o atravessassem a pés enxutos, após ter enviado pragas sobre a terra do Egito a fim de resgatar para si um povo, povo esse que se encontrava escravizado ao império injusto e cruel dos egípcios.

Através dos profetas, mesmo depois que o povo judeu foi introduzido em sua própria terra, a qual Deus havia prometido a Abraão, Deus operava grandes sinais e maravilhas, fazendo-se presente e sobremaneira atuante na vida do povo judeu.

Chegou então a plenitude dos tempos e Deus enviou seu Filho, Jesus, a fim de unir em um só corpo todos os homens e todas as mulheres de todas as tribos, raças, povos e nações. São estes os cristãos, os quais nasceram de Deus, pela fé no Senhor Jesus Cristo.

Se levarmos em consideração o nível de intelectualização e de formação superior da imensa maioria dos seres humanos, poderemos, pelas estatísticas, verificar que essa imensa maioria de seres humanos não possui um nível de formação acadêmica necessário para que possa  sequer visualizar a representação gráfica do DNA humano. Que se dirá então quando se adentra ao nível do raciocínio técnico, fundamentado em biologia, química e física a fim de procurar compreender o papel dos genes e dos cromossomos no universo da biologia celular?

Mas Deus, do alto de sua magnificência e glória, concede que incultos e iletrados o conheçam, o amem e o adorem, pois sabem reconhecer a grandeza de Deus, pois dele têm aprendido, sem que lhes seja posto nos ombros o pesado fardo da aplicação de todo o potencial mental humano a fim de que se possam entender o mínimo do funcionamento de nossa bio-anatomo-fisiologia. Em suma, para se conhecer a Deus, basta-nos a fé. E é pela fé que se chega a Deus, e não pelos conhecimentos de toda a enciclopédia da cultura humana.

2- Segundo motivo para esta breve introdução: Este se deve a um fato que muitos leigos ignoram de forma triste e lamentável. Este fato diz respeito a uma crescente motivação para se buscar conhecer o Criador, na medida do maior aprofundamento do conhecimento e da compreensão das múltiplas nuances maravilhosas de toda sua obra. Quanto mais se conhece a respeito das disposições anatômicas de nossos corpos, relacionando-as com os espetaculares mecanismos de regulação para a manutenção do nosso equilíbrio biológico interno, a Homeostase, mais motivos temos para dar glórias ao Deus sábio e infinitamente inteligente que nos formou.

Infelizmente, o mundo inteiro é manipulado por uma mídia comprometida com a injustiça e com a imoralidade, mídia essa que promove a mentira e procura ocultar a verdade, pois é em grande parte por causa dessa mesma mídia que gigantescas fortunas ilícitas são formadas, provenientes da fraude, do furto e do suborno, não sendo, portanto, de se admirar que essa mesma mídia promova informações científicas deturpadas e falsas, pois não têm compromisso com a Verdade. Se tivessem, não somente divulgariam a verdade, como também, de pronto, deixariam de suportar governos corruptos, propagandas enganosas, óbvia distração intencional de massas, favorecimentos injustos a empresas e a bancos, dentre outros.

E é através dessa mídia prostituta, que divulga não a verdade, mas as informações que convém aos que lhe pagam, e caro, para que promova a mentira, que a maioria das pessoas recebe as informações do dia a dia. E essas informações são, em sua grande maioria, intencional e propositadamente deturpadas, a fim de que muitos sejam mantidos debaixo do poder opressor dos dominadores deste mundo.

Felizmente há as honrosas exceções, e dentre elas figuramos em destaque nós os cristãos, pois temos uma aliança e um compromisso eterno com a Verdade, que se chama Senhor Jesus Cristo.

Para se começar a poder entender as diferenças étnicas que existem hoje, pelo mundo a fora, é importante que se tenha em mente o seguinte fato: A Antropologia possui uma enorme quantidade de registros de ossos humanos encontrados em várias partes do globo terrestre. O interessante é que as mesmas características morfológicas encontradas, por exemplo, em ossos muito antigos de restos de cadáveres desenterrados na China, são encontradas nos ossos dos chineses de hoje. Ou seja, baseados em Antropologia e em Anatomia Humana, somos obrigados a aceitar que os ossos são representantes de um mesmo povo (aqui no caso os chineses), que habitou a mesma região. O mesmo se dá em relação aos esquimós, aos africanos e a outros povos. Porém, mais interessante ainda é a constatação da idade destes restos de cadáveres, pois os mais antigos são muito mais jovens do que a maioria das pessoas supõe, e suas similaridades genéticas com os ossos dos cadáveres atuais é plena.

Os estudos em genética humana demonstram que a variabilidade do DNA humano é muito menor do que as variações anatômicas dos diferentes povos que hoje habitam a terra possam aparentemente sugerir.

Essas semelhanças e similaridades encontradas em todos os ossos humanos até hoje desenterrados conduzem à conclusão de que os homens não se desenvolveram a partir de grupos populacionais isolados sobre a terra, mas antes tiveram uma origem comum em uma população comum antes que esta se espalhasse por sobre a terra.

Para que se possa compreender racionalmente como ossos de esqueletos partilham características étnicas e anatômicas dependentes da região do planeta de onde foram desenterrados e ainda assim serem completamente semelhantes geneticamente entre si, só há a explicação racional de que todos esses grupos carregavam diferentes frações de um mesmo grupo de genes. O grupamento genético fundamental é o responsável pelas semelhanças anatômicas dos esqueletos, enquanto as diferentes frações genéticas respondem pelas diferenças étnicas, igualmente visualizadas nos mesmos esqueletos.

Desacelerando um pouco o raciocínio científico, em palavras mais simples, todos os grupos étnicos, os de hoje e os de antigamente, eram formados por homens que possuíam a mesma constituição estrutural essencial, porém demonstravam, e demonstram até hoje, diferenças étnicas marcantes. E dentre as mais notáveis diferenças étnicas que conhecemos está a cor da pele.

Notemos que hoje, qualquer pessoa pertencente a uma etnia específica pode coabitar com outra pessoa de outra etnia e gerar um filho com características diferentes de ambas as raças paternas. Veja, por exemplo, como é a cor da pele de um filho de um casal formado por um nórdico e um africano.

Chamemos o grupo do pai de Grupo A, ao grupo da mãe de Grupo B e ao grupo do filho do casal Grupo C.

Digamos que o Grupo A (o pai) é louro, tem olhos azuis e pele muito pouco pigmentada. Digamos agora que o Grupo B (a mãe) tem olhos negros, cabelos negros e pele muito pigmentada.

O filho (respeitando as inumeráveis possibilidades de combinações genéticas possíveis, as quais se chamam Genótipos e Fenótipos) nasce com a pele morena, com os cabelos castanhos e com os olhos negros.

Agora digamos que outros nórdicos etnicamente semelhantes ao pai venham a engrossar o Grupo A. O Grupo A, portanto, é composto de vários nórdicos semelhantes entre si. O mesmo suponhamos em relação ao Grupo B. Logo teremos nórdicos etnicamente semelhantes no Grupo A e africanos etnicamente semelhantes no Grupo B. Digamos que todos os do Grupo A formem casais exclusivamente com os do Grupo B, não havendo portanto cópula de A com A ou de B com B, mas somente casais formados de A+B. Qual será o resultado disto? O surgimento de um grande contingente de indivíduos do Grupo C, etnicamente diferentes do Grupo A e do Grupo B, semelhantes entre si, porém menos semelhantes entre si do que A e A e B e B.

Temos portanto o surgimento de um novo Grupo étnico, o C.

Agora suponha que o grupo A passe a coabitar com o Grupo C. E assim sucessivamente. O resultado será o surgimento de outros Grupos, que poderíamos chamar de D, E, F, G, e assim indefinidamente. Não é isto o que ocorre hoje em dia?

Isto é apenas para lhe demonstrar que a combinação das frações genéticas está tão presente hoje como estava nos primórdios da humanidade.

O resultado, portanto, de todas as combinações possíveis de indivíduos dos Grupos citados acima apresentará características fisiológicas idênticas, porém características étnicas bem distintas. Mas as diferenças do DNA de todos os componentes dos Grupos A, B, C, D, E, F, etc, serão triviais.

E aqui um ponto importante para facilitar o raciocínio para uma melhor compreensão das diferenças étnicas entre os povos que hoje vemos. Se os do Grupo A copulassem apenas com os dos Grupos B e C, teríamos, estatisticamente, um número bem menor de variantes dos genótipos originais, A+B+C. Agora pensemos em A copulando com D, B com E, A com F, H+N, e assim sucessivamente. O resultado será uma enorme diferenciação étnica, compartilhando, contudo, todas as similaridade genéticas essenciais originais. Isso significa que as diferenças étnicas dos filhos de A+B formarão grupos muito mais numerosos do que os Grupos originais A e B. Em outras palavras, as diferenças étnicas só aumentarão, nunca o contrário.

Vejam que os Antropologistas classificam os grupamentos étnicos em apenas um pequeno grupamento formado pelos Caucasóides (brancos europeus), Mongolóides (chineses, esquimós e índios), Negróides (os africanos de pele negra) e Australóides. Sendo que todos os outros grupos étnicos são sub-grupos genéticos dos grupos supra-citados.

Não é difícil entender que se hoje temos pessoas com pele “amarela”, “branca”, “negra” e “marrom” é evidente que possuímos mais de um tipo de pigmentação em nossos corpos.

Porém é sabido que o pigmento da pele é apenas um, o qual se chama Melanina. E esse pigmento é produzido em maior ou em menor quantidade pela pele dependendo da raça (ou etnia). Se não possuíssemos este pigmento, seríamos todos parecidos com os Albinos, que são portadores de uma deficiência na produção melanocítica, logo praticamente não produzem Melanina. O caso dos Albinos é o que se chama de Mutação. E a Mutação é uma situação “de defeito”, não de regra natural.

Sumarizando, em relação ao questionamento quanto a cor de pele, o responsável pelas  diferentes cores das diferentes etnias é apenas um pigmento, a Melanina, com sua maior ou menor produção, sendo que a estrutura constitucional de Epitélio Estratificado da Epiderme é idêntica em todos os homens, assim como a estrutura da Derme e da Hipoderme, pois a  estrutura humana essencial é idêntica, variando apenas a aparência superficial. E essa variação superficial (como no caso da maior ou da menor produção de Melanina) só aumenta na medida em que mais grupos étnicos se mesclam formando novos subgrupos étnicos.

Poderíamos aqui continuar a explicação em relação à cor dos olhos, mas se você pôde compreender as diferenças em relação à cor da pele, seguramente poderá compreender o que ocorre em relação à pigmentação dos olhos.

Mas pularemos agora para o formato dos olhos.

Diferentemente do que muitos supõem, os olhos dos caucasianos e os olhos dos asiáticos diferem muito pouco estruturalmente. E a diferença se dá pela maior ou pela menor produção de gordura em torno deles. Os olhos diferem em aparência por um mecanismo de maior ou de menor produção de gordura semelhante ao que regula a maior ou a menor produção de Melanina na pele.

Para procurarmos ser ainda mais claros, quando se fala em diferenças de cor de pele, na realidade se está falando de diferentes nuances de uma única cor, a cor do pigmento natural da pele, a Melanina. Há portanto uma cor básica, e muitas nuances desta cor. Isso em função do que ocorre, como já foi explicado, em relação ao cruzamento étnico dos Grupos A+B+C+Y+n que gerarão indivíduos que produzirão mais Melanina ou menos Melanina.

Para reforçar ainda mais a compreensão, veja que quando um indivíduo com cor de pele morena (ou mulata) coabita com outro com a pele de cor mulata, os filhos podem nascer portando uma variedade enorme de cores de pele. Agora, novamente, juntemos este fato às possíveis combinações e às semelhanças estruturais essenciais incontestáveis.

Assim, quando um espermatozóide fertiliza um óvulo, toda a informação determinante de como o indivíduo será formado se encontra presente no DNA dos pais. E o DNA dos pais traz as informações do DNA dos avós, o DNA dos avós traz as informações do DNA dos bisavós, e assim chegamos até Adão.

Nota: Se você não estiver familiarizado com alguns dos conceitos que lhe estão sendo apresentados, sugerimos-lhe que releia este texto e quando se deparar com algo que não tenha compreendido, anote e pesquise. Depois retorne ao texto.

A capacidade de armazenamento de informações nas cadeias do DNA é, de longe, a mais eficiente forma de armazenar e de transmitir informações que a mente humana pode compreender. Toda a tecnologia de informática de que dispomos hoje pode ser considerada como insignificante diante do que se sabe sobre o DNA humano. E aqui ressalto os verbos “armazenar” e “transmitir”. E as informações contidas no DNA são copiadas e recombinadas e repassadas, de geração em geração, todas as vezes que um casal reproduz. As combinações e as recombinações são armazenadas e novamente retransmitidas. E isto tudo começou quando o primeiro casal coabitou e gerou os primeiros filhos.

As mesmas características humanas naturais inerentes à geração de filhos que resultam em indivíduos etnicamente diferentes dos pais (lembrar nórdico + negro gerando um filho com a cor da pele diferente da dos pais) está presente em nossos corpos assim como estava presente no corpo de Adão.

Bem, pessoalmente acreditamos que pelo que foi aqui escrito se pode pelo menos começar a entender melhor como todas as raças foram formadas a partir de um só casal, Adão e Eva.

O passo seguinte seria adentrarmos nos aspectos relacionados aos genes e à produção de enzimas. A produção de enzimas está diretamente relacionada ao que se conhece como Gene, ou unidade genética dos Cromossomos. Porém as minúcias da Replicação Genética e da Hereditariedade não acreditamos poderão acrescentar muito ao conceito fundamental de tudo o que foi aqui exposto.

Nota final: Aqui um alerta a todos: Todas as vezes que se depararem com um texto científico procurando explicar a origem dos homens, e tal texto contiver os termos “evolução” e “milhões de anos”, saibam que o texto está contaminado e corrompido.

 

 


 

 

Home