Fundamentalismo

O que é Fundamentalismo? 
Este termo deve, ou não, ser aplicado aos Cristãos? 
Por que hoje somos chamados por alguns de Fundamentalistas?

A Operação do Engano: A Fraudulenta Comparação entre Cristãos e Fundamentalistas Islâmicos Terroristas

O Sentimento de Caim

Ao longo de toda a história da humanidade podemos ver dois grupos completamente distintos de indivíduos: Os que amaram e amam a Deus e os que o rejeitaram e rejeitam. Para os homens a maior conseqüência destes posicionamentos se dará no dia do juízo de Deus, quando se cumprir o que está escrito:

“Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas em sua presença, e ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos, à esquerda” Mateus 25:31-33

No meio dos que louvam o grande nome do Senhor Jesus Cristo está o próprio Deus. E influenciando os que odeiam ao Senhor, está Satanás, o inimigo de Deus. O objetivo final e principal de Deus é conduzir seus filhos à sua glória eterna, onde o próprio Deus estará habitando juntamente com os cristãos pelos séculos dos séculos:

“Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles” Hebreus 2:10

“Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles” Apocalipse 21:3 

Por sua vez, o objetivo de Satanás é fazer oposição a este plano sublime de Deus, pois o que Satanás deseja é contabilizar o maior número possível de almas perdidas, pois o diabo julga estar assim “se vingando” de Deus. Porém, na sua infinita sabedoria, Deus já havia planejado, minuciosa e detalhadamente, todo o plano da salvação e estabelecido toda uma sorte de incontáveis possibilidades e oportunidades a fim de que os homens fizessem a escolha certa, ie, amar e servir ao Criador. Porém, segundo nos ensina o Senhor Jesus, muitos homens e mulheres terão preferido o mal ao invés do bem, e isto em forma de uma escolha deliberada e motivada:

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” João 3:19-21

A conseqüência da escolha pelo mal redunda no mesmo sentimento final que alimenta e impulsiona o diabo: O ódio. Podemos ver nas Escrituras como esse ódio se manifesta:

“Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo, sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou.” Gênesis 4:8

Pelas obras de Caim, este demonstrou ser filho de seu pai, o diabo, pois Satanás é homicida por natureza:

“Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44

E as Escrituras Sagradas, a Bíblia, atestam que Caim era, de fato, filho do diabo:

“não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.” 1 João 3:12 

Nada tendo do que acusar os que, de coração sincero, testemunham de Jesus Cristo, o mundo (influenciado pelo diabo) lança mão da mentira e da agressão contra todo o povo que ama a Deus, pois nada resta aos que desprezam o Senhor, a não ser o ódio e a mentira. Desta forma, movidos pelo mesmo sentimento que levou Caim a assassinar seu irmão, Abel, o mundo faz forte oposição aos Cristãos, acusando-nos de intolerantes, promotores de divisão, preconceituosos, loucos e, ultimamente, nos tem eles acusado de “fundamentalistas”, procurando com isso nos associar, fraudulenta, ilegítima e sagazmente, ao Fundamentalismo Terrorista Islâmico. Mentiras, somente mentiras.

Nós, cristãos, na verdade, nada, absolutamente, temos que ver com o Fundamentalismo Terrorista Islâmico. Não seguimos ao falso profeta Maomé, rejeitamos o Corão (os escritos doutrinários do Islamismo), não somos membros de nenhuma organização terrorista e repudiamos, por completo, as ações e os atos da “guerra santa” dos extremistas terroristas islâmicos.

O Fundamentalismo Islâmico

Este movimento político-religioso foi grandemente realçado na década de setenta, com os discursos e com as atitudes extremistas e anticristo do Aiatolá Khomeini, o homem que governou o Irã com um dos mais terríveis regimes ditatoriais do século XX. Khomeini criou uma organização terrorista chamada de Hezbollah, e se utilizou dos escritos do falso profeta Muhammad (Maomé) a fim de manipular a população de seu país, obtendo assim um apoio fanatizado e religioso para os seus intentos.

Essa atitude foi copiada por Saddam Russein, o governante do Iraque, que, no início da década de noventa, procurou unir em torno de sua imagem todo o mundo islâmico. E o fundamento político-religioso que propunha tinha suas raízes nos escritos diabólicos de Maomé. Seus planos não foram avante, pois uma coligação de vinte e quatro nações, liderada pelos Estados Unidos da América, cortou pelos joelhos os planos do ditador iraquiano.

Em 11 de setembro de 2001, após o ataque às torres gêmeas do World Trade Center, em New York, a saga do Fundamentalismo Islâmico veio à tona, recebendo uma atenção internacional sem precedentes. Embora haja um grande mistério envolvendo o que realmente aconteceu por detrás dos panos no fatídico 11 de setembro, a mídia internacional até hoje faz uma relação direta entre o ataque às torres gêmeas e o Movimento Fundamentalista Islâmico. Em outras palavras, Fundamentalismo Religioso passou a ser considerado quase que um sinônimo para Terrorismo.

Não demorou muito até que Satanás começasse a confundir e a incutir nas cabeças de muitos a associação mentirosa e impossível entre o Fundamentalismo Cristão e o Fundamentalismo Terrorista Islâmico. Como conseqüência de mais esta artimanha das trevas, muitos já chamam os cristãos de fundamentalistas, porém tendo em mente a idéia de Fanatismo Religioso e mesmo de Terrorismo. Essa associação fraudulenta de palavras, fatos, conceitos e idéias encontrou uma via prática de acusação contra os cristãos, quando, por exemplo, os cristãos são comparados aos adeptos do doentio e diabólico movimento Islâmico Talibã (ou Taliban) do antigo regime ditatorial do Afeganistão. É mais uma ocasião para a manifestação do sentimento de Caim: O ódio contra Deus manifestado na difamação aos cristãos.

O Fundamentalismo Cristão

Em poucas palavras, Fundamentalismo Cristão é na verdade um grupo de movimentos históricos que se ergueram, em diferentes momentos históricos,  a fim de fazer resistência a ondas de excessiva liberalização de costumes e de comportamentos morais e, principalmente, fazer resistência à entrada dentro da Igreja de Cristo de doutrinas e de ensinamentos discordantes e desarmônicos com as Escrituras. O que hoje se conhece como Fundamentalismo Cristão, reflete a idéia da atitude de um grupo de cristãos batistas norte-americanos que surgiu após a primeira guerra mundial e que se opunha às idéias do que chamavam de Teologia Liberal, ao Darwinismo, e à Alta Crítica Alemã. O Movimento Fundamentalista Cristão passou por várias fases, tendo-se reconformado em diferentes variantes morfológicas, guardando, entretanto, um princípio comum: A infalibilidade das Escrituras.

Comentário:

Embora com um papel histórico definido (o de fazer frente e resistência ao Secularismo) o termo Fundamentalismo Cristão não traz absolutamente nada de novo à exigência divina de obediência à sã doutrina do Evangelho do Senhor Jesus Cristo. Particularmente, consideramos de muito pouco valor o termo Fundamentalista quando aplicado aos cristãos. Isto porque o Senhor Jesus Cristo nunca desejou qualquer sorte de sectarismo entre os cristãos, ou seja, a idéia de “mais” cristão ou “menos” cristão é absurda e antibíblica. Aos olhos de Deus há cristãos e não cristãos, cabendo unicamente a Deus o juízo sobre cada ser humano, em particular, cristão ou não cristão. Em última análise, ou se é um cristão verdadeiro ou não se é. Há dois versículos bíblicos imprescindivelmente úteis a fim de se elucidar a questão:

“mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” 1 Pedro 4:16

“Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” 2 Timóteo 2:19

Conclusão:

- O Fundamentalismo Islâmico não tem nada que ver com o Fundamentalismo Cristão.

- A comparação dos Cristãos com os extremistas islâmicos fanáticos e terroristas é fraudulenta, mentirosa, agressiva, desonrosa, e traz consigo o ódio do diabo e do mundo contra Deus e contra nós, Cristãos.

- O fato de um Cristão se considerar um fundamentalista, por melhor que sejam as intenções, não muda e não altera em nada a exigência de Deus quanto à obediência ao Evangelho.

- O nome Cristão já traz consigo, e em si mesmo, toda a responsabilidade e toda a glória em servir a Deus com zelo e com fidelidade. Isto hoje, ontem e eternamente.

“E partiu Barnabé para Tarso à procura de Saulo; tendo-o encontrado, levou-o para Antioquia. E, por todo um ano, se reuniram naquela igreja e ensinaram numerosa multidão. Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” Atos 11:25,26

 


 

 

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