O PRIMEIRO CAVALEIRO DO APOCALIPSE

Quem é o Primeiro Cavaleiro em Apocalipse 6?

"Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem!

Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa;

e ele saiu vencendo e para vencer." Apocalipse 6:1,2


Primeiramente, precisamos atentar para o fato que diz respeito à necessária purificação por que terá de passar a Igreja de Cristo antes que seja chamada para as Bodas do Cordeiro. E esta purificação acontecerá em meio a perseguições, provações e sofrimentos, os quais se darão durante o período em que os Sete Selos estarão sendo abertos, como já há muitos anos profetizou o profeta Daniel:

“Alguns dos sábios cairão para serem provados, purificados e embranquecidos, até ao tempo do fim, porque se dará ainda no tempo determinado.” Daniel 11:35

A introdução para este estudo está em: Apocalipse 5. O Livro na Mão do Cordeiro. Que Livro é este que Deus segura em sua Mão Direita? Clique aqui para ler.

Quem não é o Primeiro Cavaleiro em Apocalipse 6?

O primeiro Cavaleiro em Apocalipse 6 não é o Senhor Jesus Cristo!

A sequência dos eventos que se seguirão à abertura dos sete selos é a mesma sequência declarada e anunciada pelo Senhor Jesus em Mateus 24. Nesta sequência de eventos anunciada pelo Senhor Jesus, haverá guerras e rumores de guerras, epidemias, terremotos, revoluções e perseguição contra os cristãos.

Importante observarmos que ao falar sobre estes dias, já muito proximamente vindouros, o Senhor Jesus diz o seguinte:

“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim.” Mateus 24:6.

Jesus nos está revelando que mesmo diante dos eventos por ele anunciados, ainda não será o fim propriamente dito (o momento do fim), mostrando-nos claramente que ainda haverá um período entre o que ele próprio chama de o Princípio das Dores e o Dia do Senhor, quando acontecerá o retorno do Senhor Jesus Cristo para arrebatar a sua Igreja e para julgar vivos e mortos.

“Porque este dia é o Dia do Senhor, o SENHOR dos Exércitos, dia de vingança contra os seus adversários; a espada devorará, fartar-se-á e se embriagará com o sangue deles; porque o Senhor, o SENHOR dos Exércitos tem um sacrifício na terra do Norte, junto ao rio Eufrates.” Jeremias 46:10

O Dia do Senhor está descrito em outra sequência de eventos, esta anunciada em Apocalipse 19, que descreve o Senhor Jesus Cristo em seu retorno, no seu Dia, o Dia do Senhor:

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.” Apocalipse 19:11-16.

Podemos assim observar que a descrição do primeiro Cavaleiro do Apocalipse 6 é completamente diferente da descrição do Senhor Jesus Cristo em sua volta, em Apocalipse 19.

Ainda outro fato é que o volta do Senhor Jesus Cristo descrita em Apocalipse 19 somente ocorrerá após a abertura de todos os sete selos, mostrando-nos, mais uma vez, que o primeiro Cavaleiro do Apocalipse 6 não é o Senhor Jesus Cristo.

E se o primeiro Cavaleiro precederá ainda outros três que virão na sequência, enquanto o Senhor Jesus estiver abrindo os selos, novamente fica claro que o primeiro Cavaleiro não pode ser o Senhor Jesus Cristo.

A Sequência dos Eventos e os Quatro Cavaleiros

Sobre o segundo, o terceiro e o quarto Cavaleiros de Apocalipse 6, montando os cavalos vermelho, preto e amarelo, respectivamente, o próprio Apocalipse já os associa aos eventos a seguir:

- O Segundo Cavaleiro, montando um Cavalo Vermelho: Guerra
- O Terceiro Cavaleiro, montando um Cavalo Preto: Fome
- O Quarto Cavaleiro, montando um Cavalo Amarelo: Morte

Já sobre a identidade do Primeiro Cavaleiro, e que monta um Cavalo Branco, esta se reveste de um mistério mais difícil para ser prontamente compreendido de início.

Particularmente, creio que Deus deseja que a Igreja esteja bem inteirada sobre a sua própria situação e posição nos eventos do fim, para isto sendo necessário um maior aprofundamento no Apocalipse para que se saiba quem é o Primeiro Cavaleiro montando um Cavalo Branco.

Neste contexto, é imprescindível para a Igreja saber que o Primeiro Cavaleiro do Apocalipse, o que monta um Cavalo Branco, será o maior perseguidor dos Cristãos em toda a história da Igreja.

O Primeiro Cavaleiro do Apocalipse, o que monta um Cavalo Branco, é a Besta descrita em Apocalipse 13.

"Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer." Apocalipse 6:1,2

O Cavalo Branco

Nos tempos antigos, cavalos brancos eram montados por reis e por conquistadores, e era frequente que os conquistadores entrassem nas cidades e terras conquistadas montando cavalos brancos. Provavelmente, o cavalo branco mais famoso nas conquistas da História seja o cavalo branco Morengo, montado pelo Imperador Francês Napoleão Bonaparte.

O Cavalo Branco é, portanto, um símbolo de realeza, de poder e de conquista.

A Coroa do Primeiro Cavaleiro


Notemos que diferentemente do Senhor Jesus Cristo, cujo retorno é descrito em Apocalipse 19, ao Primeiro Cavaleiro do Apocalipse, foi lhe dada uma coroa, outro símbolo de realeza e de poder, ao passo que o Senhor Jesus Cristo retornará com muitas coroas:
 

"Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer." Apocalipse 6:1,2


“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitas coroas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo.” Apocalipse 19:11,12

Em Apocalipse 19, a palavra diadēmata, no Grego original do Novo Testamento, é traduzida para: Coroas ou Diademas.

Na tradução Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), tradução da Sociedade Bíblica do Brasil, este trecho bíblico está assim traduzido:

“Os seus olhos eram como chamas de fogo, e ele tinha muitas coroas na cabeça. Havia escrito nele um nome que ninguém conhece, a não ser ele mesmo.” Apocalipse 19:12 (NTLH)

Na tradução Nova Versão Internacional (NVI), tradução da Bíblica, antes chamada de Sociedade Bíblica Internacional, diadēmata também está traduzido para coroas:

“Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais.” Apocalipse 19:13 (NVI).

Já na tradução Revista e Atualizada no Brasil, também uma tradução da Sociedade Bíblica do Brasil, a palavra grega diadēmata está traduzida para Diademas.

“Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo.” Apocalipse 19:11,12 (RA)

Nas duas traduções mais utilizadas do Novo Testamento para o idioma Inglês, a Versão do rei Thiago (King James Version) e também na New International Version (NIV), diadēmata está traduzido para coroas:

“His eyes were as a flame of fire, and on his head were many crowns; and he had a name written, that no man knew, but he himself.” Apocalipse 19:13 (KJV).

“His eyes are like blazing fire, and on his head are many crowns. He has a name written on him that no-one knows but he himself.” (NIV)

Em Português, a definição formal para Diadema é a seguinte: Ornato de metal, pedras preciosas ou estofo com que os reis e as rainhas cingiam a cabeça.

De qualquer modo, ao Primeiro Cavaleiro do Apocalipse, que monta um Cavalo Branco, uma coroa lhe é dada, ao passo que na descrição do retorno do Senhor Jesus Cristo em Apocalipse 19, ele retorna com muitas coroas, ou diademas. Novamente, podemos ver que o Primeiro Cavaleiro do Apocalipse não pode ser o Senhor Jesus Cristo.

Quando a Bíblia fala que uma coroa foi dada ao Primeiro Cavaleiro, isto significa que este Cavaleiro receberá o status de rei, ou governante, e como governante sairá conquistando, vencendo e para vencer.

“Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.” Apocalipse 6:2

O Arco do Primeiro Cavaleiro do Apocalipse

Os Arcos de Guerra são armas feitas de vara flexível, que se tensionam com uma corda presa nas extremidades e que servem para arremessar flechas. O arco é, portanto, um símbolo de guerra, de caça, e também de perseguição.

Embora a espada também seja um símbolo de guerra, o Primeiro Cavaleiro do Apocalipse não é descrito portando uma espada, mas sim um arco.

Interessante observarmos que nos combates e nas batalhas das guerras, a espada é uma arma para golpear, para perfurar, para se defender e para matar. Já o arco não funciona isoladamente como arma de guerra, mas precisa de flechas. E é manuseando o arco que o atirador primeiramente mira (segue ou persegue) a sua presa, e somente depois dispara a flecha. Este detalhe é importante pois se equivale à descrição do rei de Apocalipse 13, e que perseguirá os Cristãos, como veremos logo adiante.

A Sequência dos Eventos em Mateus 24 e em Apocalipse 6

Agora é altamente recomendável que muita atenção seja posta sobre estes trechos bíblicos a seguir, a fim de que nenhum dos detalhes descritos pela Bíblia passe despercebido.

Em Mateus 24, o Senhor Jesus Cristo, faz a seguinte declaração:

“No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século. E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome.” Mateus 24:3-9

De modo resumido, os eventos descritos pelo Senhor Jesus Cristo em Mateus 24 incluem o seguinte:

- Falsos Cristos e Falsos Profetas
- Guerras e Rumores de Guerras
- Fomes e Terremotos

- Perseguição aos Cristãos

Logo a seguir, também em Mateus 24, nos revela o Senhor:

“Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver sobre o eirado não desça a tirar de casa alguma coisa; e quem estiver no campo não volte atrás para buscar a sua capa. Ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado; porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.” Mateus 24:15-22

Notemos que o Senhor Jesus associa a Grande Tribulação ao surgimento do Abominável da Desolação (a Besta), pois após mencionar o abominável da desolação, em seguida Jesus afirma:

“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados.” Mateus 24:21,22.

Estudando os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, onde estes eventos do fim são descritos pelo Senhor Jesus Cristo no Evangelho, obtemos a seguinte sequência de eventos que caracterizam a Grande Tribulação:

- O Aparecimento do Abominável da Desolação
- A Perseguição aos Cristãos
- Falsos Profetas e Falsos Cristos
- Apostasia
- Guerras, Rumores de Guerras e Revoluções
- Fomes e Terremotos em vários lugares

Em Mateus e em Marcos, a descrição deste período, a Grande Tribulação, inclui uma descrição enfática sobre o aparecimento do Abominável da Desolação, a Besta, ou o Anti-Cristo.

A Sequência de Eventos em Apocalipse 6 e os Evangelhos

Veja a notável equivalência dos eventos descritos em Apocalipse 6 e compare-os com as descrições de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.

Nos Evangelhos

- O Aparecimento do Abominável da Desolação
- A Perseguição aos Cristãos
- Falsos Profetas e Falsos Cristos
- Apostasia
- Guerras, Rumores de Guerras e Revoluções
- Fomes e Terremotos

Em Apocalipse 6

- O Primeiro Cavaleiro, montando um Cavalo Branco: A Besta
- O Segundo Cavaleiro, montando um Cavalo Vermelho: Guerras
- O Terceiro Cavaleiro, montando um Cavalo Preto: Fomes
- O Quarto Cavaleiro, montando um Cavalo Amarelo: Morte


A Besta descrita em Apocalipse 13 será um Rei e perseguirá os Cristãos

O Cavalo Branco e o Cavaleiro com um Arco

“Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos e ouvi um dos quatro seres viventes dizendo, como se fosse voz de trovão: Vem! Vi, então, e eis um cavalo branco e o seu cavaleiro com um arco; e foi-lhe dada uma coroa; e ele saiu vencendo e para vencer.” Apocalipse 6:1,2

A abertura do primeiro dos sete selos que selam o Livro da Vida dá início ao último período da história humana, ou seja, com a abertura do primeiro selo se inicia o irreversível processo rumo ao fim do mundo e à chegada do Juízo de Deus. Para nossa alegria, é também uma como que contagem regressiva até que tenha, finalmente, chegado a hora da nossa redenção e salvação eterna, o que acontecerá quando o Senhor vier em grande glória.

Este cavaleiro montado sobre um cavalo branco recebeu uma coroa e está com um arco. E, observemos bem, a sua chegada antecede toda uma séria de eventos trágicos que sobrevirão ao mundo, a saber, guerras, fome, pestes e morte, terremotos, a queda das estrelas do céu, e o grande temor que sobrevirá aos que habitam sobre a terra, devido à chegada do Dia da ira do Cordeiro e do Juízo de Deus.

A coroa que foi dada a esse cavaleiro significa um reino (ou um rei) e o arco significa guerra e perseguição. Este cavaleiro é a Besta descrita no capítulo 13 do Apocalipse, o qual trará guerra sobre a terra e empreenderá a mais atroz de todas as perseguições que já houve contra os Cristãos em toda a História da Igreja. Se você desejar saber melhor sobre o que e quem é a besta, sugerimos-lhe que leia este artigo que já publicamos sobre este assunto. Prosseguindo agora com este estudo, vejamos mais detalhes sobre o Primeiro Cavaleiro.


Sobre a coroa que ele receberá e sobre as guerras que trará sobre o mundo, isto já foi profetizado pelo profeta Daniel. Daniel fala sobre ambas estas coisas, a saber, sobre as guerras e sobre a perseguição aos cristãos, chamados por ele de o povo santo:


“Levantar-se-á um rei de feroz catadura e especialista em intrigas. Grande é o seu poder, mas não por sua própria força; causará estupendas destruições, prosperará e fará o que lhe aprouver; destruirá os poderosos e o povo santo. Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupadamente; levantar-se-á contra o Príncipe dos príncipes, mas será quebrado sem esforço de mãos humanas.” Daniel 8:23-25

Este cavaleiro, que aparecerá após a abertura do primeiro dos Sete Selos do Livro do Cordeiro, é também o Governo da Besta, que será uma aliança de dez nações, sobre a qual também falou o profeta Daniel. A Besta será uma confederação de dez nações, cujos dez reis são representados por dez chifres, e esta confederação será liderada por sete cabeças, as quais também serão sete reis, porém cada um a seu tempo, ou seja, a aliança dos dez reis - os chifres - será liderada por sete cabeças (reis) que virão em uma sequência cronológica, um após o outro. Serão sete reis, sendo a última das cabeças a Besta do capítulo 13 do Apocalipse, o oitavo rei que procede dos sete.

“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco. E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a destruição. Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.” Apocalipse 17:9-14

Será este o rei que virá contra Cristo, quando este se encontrar em Jerusalém, na guerra do Armagedom. O surgimento do Primeiro Cavaleiro do Apocalipse acontecerá quando da abertura do primeiro dos Sete Selos. Porém, este ainda não será o momento em que este rei estiver em Jerusalém, o que ocorrerá algum tempo depois.

 

Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda), então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes. Mateus 24:15,16

 

O lugar santo é Jerusalém, onde a Besta se assentará ostentando-se como se fosse Deus.

 

Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. 2 Tessalonicenses 2:1-4

 

Também sobre esse oitavo rei (a Besta), o Apocalipse fala que ele fará guerra contra os santos e os vencerá. A identificação deste cavaleiro, o qual tem uma coroa e um arco (reino e guerra), com a Besta dos capítulos 13 e 17 do Apocalipse não é difícil, pois o Apocalipse menciona dez reis que enfrentarão o Príncipe dos príncipes, que é o Senhor Jesus Cristo, e que somente um deles terminará liderando toda a confederação das nações que pelejarão contra Cristo no dia do Armagedom. Vejamos a semelhança do relato do profeta Daniel com o relato do apóstolo João no Apocalipse:

Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis. Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” Daniel 7:24,25

 

Um tempo, dois tempos e metade de um tempo corresponde a três anos e meio, ou 42 meses. Este será o tempo que será dado à Besta para agir. Veja agora que Daniel 7 e Apocalipse 13 estão se referindo ao mesmo rei (a Besta), o Primeiro Cavaleiro do Apocalipse.
 

“Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. A besta que vi era semelhante a leopardo, com pés como de urso e boca como de leão. E deu-lhe o dragão o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Então, vi uma de suas cabeças como golpeada de morte, mas essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta; e adoraram o dragão porque deu a sua autoridade à besta; também adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias e autoridade para agir quarenta e dois meses; e abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo, a saber, os que habitam no céu. Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Apocalipse 13:1-8

Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam reino, mas recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora. Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem. Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele.” Apocalipse 17:12-14

 

O oitavo rei será a Besta que agirá juntamente com o Falso Profeta, também chamado de besta. O oitavo rei é aquele que o Senhor Jesus chama de o Abominável da Desolação, o qual estará em Jerusalém e buscará ser adorado como se fosse Deus. Este oitavo rei será lançado vivo dentro do lago do fogo, juntamente com o Falso Profeta, no dia do retorno do Senhor Jesus.

Segundo o Apocalipse, a Besta, o oitavo rei, procederá das sete cabeças, e não dos dez chifres que serão os líderes da aliança de dez nações, hoje já se configurando no movimento conhecido como Globalismo, a Nova Ordem Política, Militar e Econômica Global, ou simplesmente, a Nova Ordem Mundial.

 


 

 

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