O Evangelho e o Dinheiro. Viver do Evangelho, Sim! Enriquecer às custas do Evangelho, Jamais!

Será que podemos transformar o Evangelho em uma Empresa? Em uma espécie de instituição

 financeira lucrativa? Será que temos esta permissão de Deus? É isto o que nos ensina a Bíblia?

“Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem e sejas recompensado. Antes, ao dares um banquete, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; e serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos.” Senhor Jesus Cristo (Lucas 14:12-14)

Exultamos na presença de Deus por admirarmos e adorarmos a sua imensurável sabedoria! Este trecho das Escrituras acima citado foi planejada e sabiamente pronunciado pelo Dono da Igreja, com a finalidade de que jamais alguém possa, ou sequer tentar, justificar a tentativa de transformar o Evangelho de Cristo em algum tipo de negócio financeiro.

Vejamos que o Senhor Jesus, de modo taxativo, afirma que a nossa recompensa pelo trabalho do Evangelho não nos será dada aqui, mas sim e tão somente, na ressurreição dos justos, ou seja, no Dia do Senhor, na hora do Seu retorno para arrebatar a Igreja e para condenar este mundo apodrecido e entrevado.

E possuímos autoridade para falar sobre este assunto, também porque nunca jamais buscamos nenhuma forma de lucro com o INTELLECTUS, e não aceitamos nenhuma sorte de doações ou contribuições financeiras. A nossa recompensa, pelo nosso trabalho em Cristo, sabemos, nos será dada pelo Senhor no Grande Dia.

Nos entristece vermos alguns irmãos que mantém websites na internet solicitando doações, contribuições e cadastros pagos para cederem acesso aos seus sites. Alegam, alguns deles, que são grandes as despesas para a manutenção do site. Afirmamos: Isto não é verdade! Existem, sim, despesas, mas são todas elas bastante acessíveis, até mesmo a quem seja de modestas posses. E quais são essas despesa?

1- Registro e manutenção de domínios

2-Pagamento aos servidores que hospedam os sites

3-Modestas taxas de impostos

Caso seja necessária a contratação de um webdesigner ou de algum webmaster que faça a manutenção técnica do site, ainda assim, as despesas não são elevadas.

Não é pecado alguém solicitar contribuições para o site, todavia, não é verdadeira a informação de que essas referidas despesas sejam altas. Também pedimos aos queridos irmãos que não olhem com nenhuma sorte de antipatia os sites que solicitam dinheiro para cadastros, e-books ou outros materiais, pois muitos desses sites possuem excelente conteúdo, e diversos deles são mantidos por irmãos ainda muito jovens, para quem as contribuições podem ser necessárias. Nós os vemos com amor. Mas irrita-nos, profundamente, ver determinados sites de grandes igrejas com suas lojas virtuais, e-shops e coisas assim, pois como conciliar o que fazem com o que diz o Senhor?

“Curai enfermos, ressuscitai mortos, purificai leprosos, expeli demônios; de graça recebestes, de graça dai. Não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.” Mateus 10:8-10

Nós próprios, que somos os autores da maioria dos artigos deste site, se fôssemos compilar todo este material em livros, poderíamos formar e vender uma coleção, pois dariam muitos volumes. Nossos cálculos demonstram que seriam milhares de páginas, se fossem transformadas em livros impressos. Mas, seria esse o nosso amor a Cristo? Deixaríamos nós a honra de com o nosso trabalho e esforço contribuir, graciosamente, procurando a edificação da Igreja? Não! Preferimos mil vezes mil vezes a recompensa de Cristo.

Nossos websites, por exemplo, necessitam de considerável espaço em servidores, necessitam de larga margem de bandwidth (a medida em kb de dados transferidos num tráfego de um website), pois são muito acessados, e isto sem falar nos downloads. E tudo isto tem custo, porém pequeno.

O INTELLECTUS ocupa hoje uma posição entre os sites mais acessados pelo público brasileiro, e uma posição igualmente importante entre os sites do mundo todo, segundo dados de Page Rank (posição em uma família de algoritmos para dar pesos numéricos a documentos com hyperlink [ou páginas da web] indexadas por motores de buscas). Possui uma quantidade imensa de inter-conexões de links, internos e externos, além de diversos hot links (pessoas que utilizam imagens dos nossos sites em outros sites e blogs), e isto faz com que a margem de bandwidth necessite ser elevada. E nada disso faz com que tenhamos “despesas elevadas”. Logo, se alguém deseja cobrar por acessos, que o faça honestamente, mas que não alegue elevadas despesas.

Os grandes custos que temos são os do nosso trabalho e de nossas próprias vidas, em noites em claro, fins de semana inteiros sentados em frente ao computador, em exaustivas pesquisas, em complexas traduções, difíceis revisões de textos, reedições de artigos, verificações de links quebrados, infindáveis verificações de páginas, instalações e manutenção de softwares, o sacrifício de outras atividades em prol deste trabalho, e acima de tudo, a grande preocupação em não deturparmos em nada os ensinamentos bíblicos, o que nos traz um enorme peso de responsabilidade diante de Deus. Porém, os maiores desgastes são em razão das guerras espirituais travadas, pois Satanás tem buscado, de diversos modos, paralisar este ministério. Estes ataques se dão por pressões psicológicas induzidas pelas trevas, setas de pensamentos negativos e catastrofistas, e também pela atuação de servos do diabo, os quais nos dirigem palavras injuriosas e ameaçadoras, com grande agressividade e ódio, principalmente alguns membros da Maçonaria, evidenciando assim, para a própria condenação deles, que estão do lado de seu mestre, fazendo a vontade do diabo, o mentor e o patrocinador desse serpentário do inferno, chamado Maçonaria.

O que, todavia, alguns deles não sabem, é que nós próprio, os editores responsável do site, lhes falamos pessoalmente, face a face, cara a cara, em nosso dia a dia, afirmando em alto e em bom tom, as mesmas coisas que afirmamos nestes nossos websites. E nunca, repetimos: nunca, nenhum deles foi jamais capaz de nos contradizer, pois a nossa linguagem não procede de nós, mas utilizamos a Palavra de Deus, lutando não contra seres humanos, mas contra anjos caídos, cujo único propósito é o de lhes destruir a vida, para finalmente lhes arrastar para o inferno. Porém, cegos espiritualmente, têm amado mais a glória deste mundo e as recompensas das trevas do que a adorável amizade de Deus. Como está escrito:

“Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” João 3:17-19

Em nossas atividades seculares, trabalhamos com indivíduos maçons, e alguns de elevada posição na hierarquia da dita cuja, e todas as vezes que os vemos, sentimos profunda compaixão por eles. Mas estão escravizados de tal modo, que somente o Senhor pode intervir em suas almas e em seus espíritos, a fim de salvá-los. Em nada somos agressivos com eles, mas nos mostramos sempre agressivos contra Satanás, e contra ele combatemos, no nome do Senhor Jesus Cristo.

Estes, portanto, são os reais custos do nosso trabalho, o qual fazemos por amor a Cristo, à Igreja e aos de fora, não recebendo absolutamente nada que seja material em troca deste ministério que nos foi concedido por Deus.

Viver do Evangelho não é a mesma coisa que enriquecer às custas do Evangelho!

O Senhor Jesus Cristo nos promete recompensas celestiais eternas e grandiosas demais para caberem em nossa limitada imaginação. Deus nos oferece a sua própria glória, quando formos arrebatados e passarmos a habitar no dia eterno. Deus nos promete tesouros inextinguíveis, ruas de ouro límpido e puro, nações celestiais inteiras para a nossa possessão nos céus, eterna ausência de sofrimentos, alegrias inexprimíveis em palavras, contemplações de belezas e de maravilhas inéditas, moradas e mansões celestiais, banquetes com honras e glórias. Todas estas coisas se encontram registradas nas Escrituras, a Bíblia. E o que é mais desejável do que todas estas coisas: estarmos na intimidade de Deus, podendo contemplar a glória de sua própria face, ouvindo-lhe a tremenda voz, passear juntamente com ele pelos jardins que ele mesmo criou nos céus, sendo chamados por ele de filhos. E isto eternamente. Também isto está nas Escrituras. E são estas, e ainda muitas outras, as recompensas prometidas por Deus aos que amam a Seu Filho, o Senhor Jesus.

“Feliz o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata, e melhor a sua renda do que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que pérolas, e tudo o que podes desejar não é comparável a ela. O alongar-se da vida está na sua mão direita, na sua esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos deliciosos, e todas as suas veredas, paz. É árvore de vida para os que a alcançam, e felizes são todos os que a retêm.” Provérbios 3;13-18

O que significa exatamente, “viver do Evangelho”?

Pedimos ao prezado leitor, que examine, minuciosamente, o trecho bíblico a seguir.

“Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Porventura, falo isto como homem ou não o diz também a lei? Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi, quando pisa o trigo. Acaso, é com bois que Deus se preocupa? Ou é, seguramente, por nós que ele o diz? Certo que é por nós que está escrito; pois o que lavra cumpre fazê-lo com esperança; o que pisa o trigo faça-o na esperança de receber a parte que lhe é devida. Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais? Se outros participam desse direito sobre vós, não o temos nós em maior medida? Entretanto, não usamos desse direito; antes, suportamos tudo, para não criarmos qualquer obstáculo ao evangelho de Cristo. Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho; eu, porém, não me tenho servido de nenhuma destas coisas e não escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, antes que alguém me anule esta glória.” 1 Coríntios 9:7-15

O que o apóstolo Paulo nos está ensinando é que Deus faz questão de nos sustentar e manter materialmente, concedendo-nos que utilizemos os recursos do templo e do altar, caso nos dediquemos com exclusividade à pregação do Evangelho. Se algum presbítero ou bispo (na Bíblia Presbyteros, que significa ancião, e Bispos, se refere ao mesmo cargo e função na Igreja. É como a Bíblia chama os que cuidam de uma igreja, ou congregação. É o que hoje entendemos como pastor. Todavia a hierarquia: Primeiro o Bispo, segundo o Pastor e terceiro o Presbítero, é uma hierarquia inventada pelos homens, não possuindo nenhum respaldo bíblico) trabalha cuidando da igreja em tempo integral, biblicamente possui o direito de viver de uma parte das arrecadações da igreja. E isto chega a estar explicado de modo detalhado na Bíblia.

“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” 1 Timóteo 5:17,18.

Vemos, pois, que é lícito aos que com exclusividade e em tempo integral se dedicam à obra de Deus se servirem de recursos da Igreja a fim de que possam ser sustentados. E não devemos nos esquecer que o Dono da Igreja é Cristo. Não somente dono da Igreja, mas também é ele o dono do ouro e da prata, e de todas as riquezas materiais, as quais ele mesmo criou.

Mesmo possuindo este direito legítimo, o apóstolo Paulo optou por não se utilizar dele, pois considerava importante dar o exemplo de um servo de Deus que não possuía nenhum interesse material na Igreja, mas tão somente tinha o cuidado e o profundo zelo, transbordante de amor, pelo rebanho de seu Senhor e Deus, Jesus Cristo, a quem Paulo amava profundamente.

Paulo preferia, a despeito de todo o seu gigantesco esforço e penoso trabalho, trabalhar com suas próprias mãos e não ser pesado a nenhum irmão, como ele mesmo dizia, e obtinha seu sustento próprio fabricando tendas.

“Porque eu sou o menor dos apóstolos, que mesmo não sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus. Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” 1 Coríntios 15:9,10

“Depois disto, deixando Paulo Atenas, partiu para Corinto. Lá, encontrou certo judeu chamado Áqüila, natural do Ponto, recentemente chegado da Itália, com Priscila, sua mulher, em vista de ter Cláudio decretado que todos os judeus se retirassem de Roma. Paulo aproximou-se deles. E, posto que eram do mesmo ofício, passou a morar com eles e ali trabalhava, pois a profissão deles era fazer tendas.” Atos 18:1-3

E chegava mesmo a dizer que preferiria morrer do que se utilizar dos recursos da Igreja. E isto ele o fazia, pois compreendia a enorme importância de seu exemplo, a fim de não dar oportunidade a gananciosos.

“Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles.” Atos 20:28-30

Vemos, assim, que viver do Evangelho nada mais é do que poder ter a honra de ser um sacerdote de Deus, e também de ter a honra de poder se alimentar do templo, como no Antigo Testamento. É um modo de sustento, e honrado, repetimos, dos servos de Deus, não somente de presbíteros e bispos (os pastores), mas também de diáconos, de missionários, de cristãos abnegados, de soldados espirituais que pelejam no front da guerra espiritual, muitos deles vivendo em países cruéis e perseguidores de cristãos, como a China, o Irã, a Arábia Saudita e a Coréia do Norte, por exemplo, pois que homem há na terra que não precise de água, de comida, de roupas e de teto, para sobreviver?

Todavia, embora seja da vontade de Deus que estes irmãos vivam com fartura e com abundância, não lhes é lícito utilizar o importantíssimo cargo que ocupam com a finalidade de enriquecer.

“De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores. Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.” 1 Timóteo 6:6-11.

No entendimento que possuímos, e por ele damos graças a Deus, esses que possuem grandes ambições materiais não deveriam almejar ser pastores de igrejas, vivendo exclusivamente dos recursos do templo, pois o exemplo que dão, além de ser péssimo, não condiz com os requisitos bíblicos, e por bíblicos entenda-se divinos, exigidos de alguém que deseje servir a Deus como bispo (pastor). E ainda que um servo de Deus possua distinção de cargos, servindo à Igreja, e possuindo alguma atividade profissional desta vida, e através dela prosperando, ainda assim os requisitos permanecem. Eis os requisitos:

“Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja. É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar; não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento; e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?); não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo. Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo. Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância, conservando o mistério da fé com a consciência limpa. Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.” 1 Timóteo 3:1-10

Como já dito, a hierarquia Bispos > Pastores > Presbíteros é absolutamente discordante das Escrituras, sendo, em muitas ocasiões, usada como instrumento de dominação humana, algo detestável diante de Deus. E quanto ao cargo de Diáconos, este ofício está plenamente explicado no Livro de Atos.

“Ora, naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo esquecidas na distribuição diária. Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Mas, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarregaremos deste serviço; e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério da palavra. O parecer agradou a toda a comunidade; e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam à fé.” Atos 6:1-7

Os diáconos são homens de Deus, os quais ajudam nos trabalhos de administração da igreja e cuidam dos pobres, das viúvas e dos necessitados em geral. O diácono também prega o Evangelho e ensina a doutrina de Cristo. Esta função, porém, não é hierárquica, mas funcional e operacional, ou seja, diáconos não são inferiores a bispos, os quais não são superiores a pastores, pois, como já dito, bispos e presbíteros significam a mesma coisa, se quisermos entender e agir em conformidade com a Bíblia.

Uma das principais responsáveis por essa deturpação das Escrituras é a Meretriz de Roma, a Igreja dos Papas, esta sim tendo-se tornado em uma autêntica aberração espiritual, em uma multinacional de negócios sujos, apóstata até à alma, separada de Cristo, espiritualmente morta. A hierarquia que ela inventou tem por finalidade domínio, poder e dominação, sendo, juntamente com o Comunismo, os dois maiores promotores de pobreza e de miséria que há sobre a face da terra. Pois tanto para a Igreja Católica Romana, como para o Comunismo, os pobres lhes servem de massa de manobra, para porem em prática seus intentos, a respeito dos quais prestarão contas a Deus. Seus líderes (tanto os da Meretriz, como os do Comunismo do diabo) vivem em luxo e em luxúria, enquanto, mentindo, enganam seus seguidores com promessas vãs e fictícias, sendo ainda, ambos, portadores de um extenso currículo de crueldade e de assassinatos, currículos esses estampados nas páginas da história.

Se alguém deseja enriquecer

A Bíblia não estimula a pobreza, muito pelo contrário, pois Deus tem prazer em nos ver alegres e fartamente bem supridos materialmente. O que o Senhor Jesus Cristo nos ensina é que não podemos servir a Deus e às riquezas, ou servimos a Deus, ou servimos às riquezas. E isto está dito porque há muitos homens que preferem enriquecer às custas de sujidades e de corrupções, e isto é incompatível com a vontade de Deus. Também há aqueles que pedem a Deus riquezas, mas por razões que somente a Deus pertencem, ele não lhes concede riquezas, então dão as costas a Deus e passam a servir às riquezas, fazendo de tudo o que podem para enriquecer, sacrificando até mesmo as suas almas por amor ao dinheiro, não sendo poucos os que fazem pactos com o diabo a fim de enriquecer. Estas atitudes são inconciliáveis com o Evangelho. São esses os servos de Mamon (do aramaico: mammonas, significando a personificação da riqueza como se esta fosse um ídolo ou mesmo um deus).

Esses que pedem riquezas a Deus, e ele não as concede, vindo esses homens a se afastar de Deus, esses assim procedem evidenciando que, na verdade, não amam a Deus, e a si mesmos se consideram indignos do reino de Deus. São idólatras.

"Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria;" Colossenses 3:5

Aqui damos nosso testemunho afirmando que Deus tem sido generoso para conosco, e nos tem concedido que vivamos sem que nada nos falte. E prosperidade financeira nos tem sido concedida por Deus, pois o Senhor, sendo generoso, atenta para os desejos do nosso coração, como também conhece ele os desejos do seu coração, você que agora lê este artigo, tendo sempre nos concedido oportunidades para trabalharmos honestamente em nossas profissões, com esforços, com o suor do nosso rosto, jamais aceitando suborno algum. Também nunca jamais fomos preguiçosos ou vagabundos, pois a Bíblia diz:

"Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma." 2 Tessalonicenses 3:10

Também nunca desejamos viver às custas de ninguém, e de ninguém nada cobiçamos, embora saibamos que não é por estes motivos que Deus faz alguém prosperar. A prosperidade do cristão é alcançada pela fé, tudo recebemos pela graça em Cristo.

"O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada." João 3:27

E aprendemos de Deus o que convosco agora compartilhamos. Se os desejos do nosso coração são puros, e se diligentemente clamarmos a Deus, em humildade e em submissão, grandes presentes nos dá o Senhor, e tudo pela graça de Cristo. Mas se procuramos ocultar de Deus desejos escusos, tais tentativas são inúteis, pois o Senhor tem tudo descoberto a seus olhos.

"Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós? Antes, ele dá maior graça; pelo que diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes." Tiago 4:2-6

Se não consideramos suficiente aquilo o que possuímos em determinado momento, então pedimos a Deus por mais, conversamos com ele, humildemente, e o que é mais importante, jamais murmurando. Todas as vezes que murmuramos, nada recebemos. Hoje, se recebemos, nós o louvamos, mas se não recebemos, não murmuramos. E se não murmuramos, pela fé recebemos. E aprendemos isto na Bíblia. Observem este trecho das Escrituras, vejam o que Deus disse a Davi, após este ter pecado contra Deus, cobiçando a mulher de Urias e mandando matá-lo a fim de possuí-la.

"O SENHOR enviou Natã a Davi. Chegando Natã a Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. Tinha o rico ovelhas e gado em grande número; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma cordeirinha que comprara e criara, e que em sua casa crescera, junto com seus filhos; comia do seu bocado e do seu copo bebia; dormia nos seus braços, e a tinha como filha. Vindo um viajante ao homem rico, não quis este tomar das suas ovelhas e do gado para dar de comer ao viajante que viera a ele; mas tomou a cordeirinha do homem pobre e a preparou para o homem que lhe havia chegado. Então, o furor de Davi se acendeu sobremaneira contra aquele homem, e disse a Natã: Tão certo como vive o SENHOR, o homem que fez isso deve ser morto. E pela cordeirinha restituirá quatro vezes, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu. Então, disse Natã a Davi: Tu és o homem. Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Eu te ungi rei sobre Israel e eu te livrei das mãos de Saul; dei-te a casa de teu senhor e as mulheres de teu senhor em teus braços e também te dei a casa de Israel e de Judá; e, se isto fora pouco, eu teria acrescentado tais e tais coisas. Por que, pois, desprezaste a palavra do SENHOR, fazendo o que era mal perante ele? A Urias, o heteu, feriste à espada; e a sua mulher tomaste por mulher, depois de o matar com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para ser tua mulher." 2 Samuel 12:1-10

Vejam como Deus se apresenta aberto ao diálogo conosco, a ponto de dizer a Davi que se Davi houvesse orado, Deus lhe teria acrescentado tais e tais coisas.

E dizemos, também, aos irmãos: o dízimo e as ofertas não nos são exigidos por Deus, em forma de ordenança, nesta Nova Aliança, e tampouco como requisito indispensável a fim de obter prosperidade, esta é uma visão distorcida das Escrituras, e muitos dela se utilizam. Porém, temos experimentado em nossas vidas que se assumimos com Deus um compromisso de contribuirmos com a sua obra, por amor sincero a ele e aos irmãos mais necessitados, algo acontece, e as nossas finanças melhoram. A base bíblica para isto está aqui explicada:

"E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra, como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça, enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus. Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus, visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos, enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós. Graças a Deus pelo seu dom inefável!" 2 Coríntios 9:6-15

E há ainda algo muito importante a ser dito. E isto que dizemos, isto vivemos. Toda atitude arrogante e soberba que possa vir a causar sofrimento aos nossos irmãos mais necessitados são atitudes detestáveis. Há aqueles que por possuírem um pouco mais dos recursos desta vida, humilham os mais pobres, alguns chegando ao ponto de querer exercer domínio sobre seu irmão mais necessitado. Isto é pecado. E para que esses cujos corações se encontram adoecidos aos olhos de Deus não venham a se perder, Deus lhes limita as posses, a fim de que não permaneçam arrogantes, pois a soberba foi a causa da queda de Lúcifer. Pessoalmente, preferimos nada possuir do que possuirmos bens e utilizá-los para humilhar nossos irmãos mais pobres. Por isso dizemos que isto vivemos.

Nenhuma destas coisas, todavia, tem a ver com a recompensa da ressurreição, aquela que o Senhor prometeu nos dar pelo nosso trabalho na obra de Deus. Buscar prosperar é lícito, mas achar que a recompensa pela obra de Deus serão carros, casas, dinheiro e jóias, é achar errado, é não compreender, ou não querer dar ouvidos às Escrituras de Deus.

Concluímos, apontando o exemplo de vida do Senhor Jesus Cristo e citando suas palavras.

“Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.” Lucas 12:15

 

 


 

 

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