Povos e Civilizações

 

Civilizações da Antiguidade

Sumérios, Babilônia, Assíria, Egito, Pérsia e China 

 

Os Sumérios

Segundo a História, a partir da data mais antiga de que se tem notícia, a Mesopotâmia foi ocupada por uma povo chamado de Sumérios. O termo Sumer é usado para designar a parte sul da Mesopotâmia, região que parece ter sido primeiramente ocupada. Segundo as descobertas da arqueologia, tal civilização (de civis, cidade), data de cerca de 5000 AC. Contudo, somente a partir de 3000AC é que se pode ter a certeza da existência de uma civilização urbana naquela área. Uma civilização predominantemente agrícola e bem organizada socialmente. Construíram canais e sistemas de irrigação. Objetos retirados de escavações mostram que eram muito habilidosos nos trabalhos com metais, como o cobre, ouro e prata. Inventaram a escrita cuneiforme, e tiveram como suas principais cidades: Kish, Uruk e Ur.
Contudo os sumérios, que não falavam uma língua semítica, conviviam na mesma região da Mesopotâmia com um povo semita. Desde os tempos mais remotos que os sumérios conviviam com os semitas, que também estavam presentes no norte. Um povo cuja força cresceu e foi estabelecida, em cerca de 2340 AC, a dinastia Acádia. Sargon é tido como tendo sido o primeiro a estabelecer uma larga organização imperial sobre a Mesopotâmia. Este processo parece ter fortalecido a mistura de raças entre os sumérios e os semitas. È reconhecido que este povo experimentou um momento áureo durante a terceira dinastia de Ur, em cerca de 2060 AC. Esta dinastia caiu em cerca de 1950 AC, sendo vencida pelos Amoritas e Gutis, uma tribo de Elam, e os sumérios não teriam mais conseguido impor sua hegemonia.
Com a ascensão de Hamurabi, o controlo da região passou à Babilônia, e os sumérios, como nação, teriam desaparecido.


Babilônia

Situada na Mesopotâmia, a Babilônia foi provavelmente o primeiro império que o mundo conheceu. Era governada pelas cidades de Lagash, Akkad, Uruk e Ur, no terceiro milênio antes de Cristo. Historicamente é limitada à primeira dinastia da Babilônia estabelecida por Hamurabi em cerca de 1750 A.C. Hamurabi
estabeleceu um código de leis conhecido como O código de Hamurabi com o qual controlava a maior parte da região dos rios Tigre e Eufrates.
Adotaram a escrita cuneiforme derivada dos Sumérios. A estrutura social era semi-feudal, composta pelos senhores de terras, mercadores, sacerdotes e escravos. Sua religião era derivada da cultura suméria. Suas instituições influenciaram a civilização da Assíria e conseqüentemente a História do Oriente Médio e da Europa Ocidental.
Os principais povos da Mesopotâmia foram os sumérios, os babilônios e os Assírios. Estes povos, além de espalharem suas influências sobre o oriente médio, também absorveram culturas dos Hititas, Frígios, Ugaritas e Fenícios.
Foi na Mesopotâmia que os Sumérios implantaram a reverência ao céu e aos lugares altos. Mais tarde, quando em contato com os semitas, formaram um sistema religioso com multiplicidade de deuses, formando-se assim o panteão. O resultado foi uma diversidade de cultos que podiam ser prestados quer à uma árvore, uma pedra, um peixe, uma pessoa, ou mesmo à uma idéia, pois cada coisa tinha uma significação no universo. Contudo na Babilônia predominavam três deidades: o deus do céu: Anu; o deus da tempestade: Enlil; e o deus da água: Ea. Posteriormente surgiu uma nova tríade de deuses: o deus lua: Sin; o deus sol: Shamash e a deusa Ishtar. Quando a Babilônia encontrou lugar de supremacia, um novo deus assumiu importância: Marduk. Mil anos depois, na Assíria, foi substituído por Ashur.
Depois da morte de Assurbanipal, o último grande monarca da Assíria, Nabupolassar, governante de Babilônia, estabeleceu sua independência em cerca de 625 A.C. Aliou-se aos Medos e Persas o que contribuiu para a captura de Nínive e queda do Império Assírio. Sob Nabucodonosor o novo império experimentou sua maior glória. Com seus jardins suspensos, a cidade de Babilônia foi uma gloriosa capital do mundo antigo. Foi também neste período que Nabucodonosor levou a cabo o cativeiro dos Hebreus em Babilônia. O Egito foi derrotado pelos babilônios em 605 A.C. enquanto Nabupolassar era ainda vivo.
Babilônia caiu em 538 A.C. devido ao poderoso crescimento do Império Persa. A Babilônia se tornou então uma importante região do império Persa.

Egito

Parece não restarem dúvidas de que o Egito foi uma das maiores e mais grandiosas civilizações do passado. Outras civilizações posteriores como a Grécia e o Império Romano reconheceram e buscaram informações e tecnologias da época dos Faraós. Também foi em razão da multiplicidade de deidades egípcias que outras civilizações adotaram a fascinação do panteísmo egípcio e suas atividades ocultistas.
No século XVIII AD houve um grande crescimento do interesse pela civilização egípcia em razão das várias descobertas de escavações, onde foram encontradas cidades antigas, templos e tumbas na região do atual Egito.
O Egito possui três áreas geograficamente distintas: o delta, o vale do Nilo e o deserto. Historicamente a região do delta situada ao norte e o vale do Nilo no sul são historicamente conhecidos como o baixo e o alto Egito, respectivamente. Faraós reinaram sobre ambas as regiões e usavam as coroas vermelha e branca (Pschest) representando as duas terras.
Os Faraós não eram reconhecidos como simples figuras humanas, mas eram deificados na coroação e era dito entre os egípcios que cabia ao Faraó manter a ordem na terra e no universo cósmico. Esta ordem era conhecida como Maat.
Existe muita especulação em torno do surgimento desta antiga civilização, contudo, após a introdução do papiro, os escritos puderam ajudar na localização no tempo desta civilização, o que parece ter ocorrido por volta do século IV AC.
O período chamado de pré-dinástico refere-se ao período anterior a unificação do Egito sob o governo de um único rei (Faraó). Contudo, o material arqueológico disponível para documentar o período pré-dinástico é bastante precário. Contudo, se adicionadas outras fontes históricas, o período pré-dinástico teria se situado em torno de 5000 AC. (O que parece não encontrar consenso entre todos os historiadores). A localidade mais antiga daquela civilização, Merimde Beni Salamais, no norte do Egito, foi datada de 4750 AC., tendo sido lá encontrados vestígios de uma localidade com notável nível de urbanização. Embora a maioria do material que sustenta a história do período pré-dinástico provenha do sul do Egito.
Os egípcios dedicavam-se à agricultura e à criação de animais, sendo também uma sociedade onde a pesca apresentava papel importante na economia. O conhecido vale do Nilo, com suas cheias e vazantes, propiciava o preparo do solo para a agricultura, daí ter sido o Egito chamado de dádiva do Nilo.
Achados de cerâmica, olaria e escritas hieroglíficas são mais freqüentemente datadas de um período posterior a 3000 AC. , constituindo-se juntamente com os monumentos, tumbas e templos escavados, a mais importante coleção de material arqueológico daquela civilização.

O início da civilização egípcia parece remontar a 3000 a.C. e parece haver sólido consenso entre historiadores sobre este período. A história egípcia é freqüentemente classificada, ou agrupada em diferentes dinastias, sendo de vinte o total provável de dinastias que dominaram o Egito.
A civilização egípcia se desenvolveu às margens do rio Nilo, e era inicialmente dividida em duas regiões que foram unificadas no tempo do rei Nemes, o mesmo rei que, segundo o historiador Heródoto, fundou a cidade de Menfis. Foi também nesse período que os egípcios iniciaram a confecção de material escrito utilizando-se do papiro, que logo passou a ser usado para a elaboração de documentos para a administração real sobre o Egito.
A figura do rei (Faraó) era comumente identificada como uma deidade e freqüentemente mesclada com algum deus egípcio como Horus ou Seth.
Foi por volta da terceira dinastia que tiveram início a construção de grandes monumentos e das famosas pirâmides egípcias.
Por volta da décima quarta dinastia egípcia, houve a entrada no território egípcio de um povo asiático conhecido como Hiksos, vindo este povo a assumir preponderância social no Egito vindo a reinar sobre o Egito por cerca de dois séculos. O nome Hiksos parece significar governadores de uma terra estrangeira. O historiador judeu Josefus, do século I A.D. faz referência aos Hiksos em seus escritos.
A décima oitava dinastia egípcia talvez seja a mais conhecida de todas as vinte dinastias. Durante este período o Egito ampliou suas relações com outras nações e experimentou uma considerável prosperidade econômica que viria a ser deixada como legado à décima nona dinastia egípcia. Foi durante a décima oitava dinastia que os Hiksos foram expulsos do Egito sob a liderança de Ahmose. Foi ainda durante a décima oitava dinastia egípcia que viveu o conhecido Tutamkamon.
Os Faraós Ramsés I e Ramsés II foram os Faraós mais conhecidos da décima nona dinastia egípcia, e neste período os Hititas, povo oriundo da Ásia, formou um poderoso reino que competia em dominação com os egípcios, tendo a História registrado um período de guerras e de negociações entre egípcios e Hititas.
O último grande Faraó do Egito foi Ramsés III quando o Egito experimentou seu último momento de glória tendo derrotado povos que haviam feito guerra e derrotado os Hititas.
Após Ramsés III a economia e a organização social egípcia adentraram em um período de decadência que terminou com a glória desta civilização da antiguidade.


A Civilização Chinesa

A civilização chinesa é sem dúvida uma das mais antigas civilizações de que se tem notícia, mas os dados de que dispõe a História estão longe de poder corroborar a afirmação de que esta civilização seria a mais antiga do mundo.
Informalmente afirma-se que esta civilização possuiria algo em torno de dez mil anos de existência, contudo tal afirmação não encontra fundamento documental algum, mas apenas especulações e um problema de datas criado em razão de uma descoberta de fósseis no norte da China e sua associação a uma suposta era glacial que, segundo alguns, teria ocorrido há cerca de vinte mil anos atrás. Nada há porém que possa confirmar tal afirmação.
Outro dado curioso é o fato de serem atribuídos a esta civilização méritos por grandes legados históricos que esta antiga civilização nos teria deixado.
Muitos, sem conhecerem absolutamente nada da história daquele povo, fazem apologia da sabedoria milenar chinesa, porém se tal sabedoria já pôde beneficiar eficazmente algum povo, certamente que este povo não foi a China.
O que de mais antigo se pode comprovar a respeito do surgimento de uma civilização onde hoje é a atual China, data de cerca de 2000 anos AC.
Alguns livros de História registram que até 1800 AC a China era habitada por tribos nômades, com referência a uma dinastia (lendária ou não) chamada de Hsia.
A mais antiga das dinastias chinesas que pode ser associada ao surgimento de um estado com data verificável, é a dinastia Shang, também chamada de Yin. Esta dinastia é a primeira com história documentada da história da China. Esta dinastia teria reinado da data de 1766 AC a 1122 AC, pois existe substanciais divergências de datas na historia das dinastias chinesas.
Achados arqueológicos apontam para a construção de cidades no norte da China, na parte oriental do rio Amarelo, razão pela qual foram chamados de a civilização do rio Amarelo. Estas construções foram empreendidas no período da dinastia Shang. Este povo é considerado como sendo da idade do bronze. O trabalho em bronze parece ter entrado na China por volta de 2000 AC, cerca de mil anos após a sua invenção na Mesopotâmia.
Sua organização e estratificação social existia em uma confederação cidade-estado, composta de um rei, oficiais e o povo. O governante pertencia à dinastia Shang cujo reinado se estendia a partir da planície do norte da China até onde hoje é a província de Shantung. A sociedade era fundamentalmente agrícola, possuindo, porém, um largo exército. A arte Shang consistia de bronze, cerâmica e de ornamentos de jade, e neste período desenvolveram um sistema de escrita pictográfico ou seja, as palavras eram representadas por desenhos, tendo como remanescentes apenas os inscritos em bronze e em ossos de oráculos. Posteriormente desenvolveu-se um método de escrita ideográfico mais complexo, que mais se aproxima da escrita chinesa dos anos mais recentes. Os Shangs eram adoradores da terra e de outras deidades da natureza para as quais ofereciam sacrifícios humanos e comunicavam-se com o sobrenatural através de oráculos de ossos. Os Shang adoravam também uma figura a que chamavam de Shang Ti, ou senhor no alto. Este deus reinava sobre outros deuses inferiores da natureza, do sol, da lua, do vento, da chuva, etc...Shang-Ti, segundo eles, também governava as atividades humanas bem como o universo material. Esta dupla função iria na dinastia Chou ser atribuída a uma figura mais abstrata chamada de tien ou céu.
A segunda dinastia, Chou, 1122-221 AC, governou a China por quase mil anos estabelecendo características políticas e culturais políticas que seriam identificadas com a China pelos dois mil anos seguintes. As investigações sugerem que se tratava de um povo bárbaro seminômade que habitava o extremo ocidental da planície do norte da China. Era um sistema composto por uma série de estados feudais sem um governo centralizado.
Ao se examinar o comportamento social chinês deste período o que vemos é uma civilização bárbara, desorganizada, sem leis gerais onde prevalecia um estado de constante anarquia. Embora seja dito que os Chou nunca exerceram um reinado centralizado, os estados feudais os reconheciam como autoridade real dando-lhes participação em suas terras. A ausência de um governo centralizado neste período explicaria, em parte, a substancial diversidade étnica e lingüística do povo chinês.
Este período foi bastante marcante na história da China, onde o ferro foi introduzido, bem como sistemas de irrigação incrementando as safras e colheitas. A cunhagem foi introduzida, bem como os pauzinhos chineses na alimentação. Foi nesse período que surgiram as escolas do Confucionismo, Taoísmo e Legalismo.
O Taoísmo ( de Tao, que em chinês significa passagem) deriva em grande parte do Tao-te-ching, um texto atribuído a Lao Tzu, escrito, provavelmente, em meados do século III AC , sendo uma mescla de doutrinas políticas, filosóficas e religiosas com um forte elemento alquimista e com muitas características adotadas do budismo hindu. Foi adotado por Confúcio como regra filosófica e posteriormente difundido por vários de seus discípulos, os quais se dividiram em pelo menos 8 seitas diversas. O Taoísmo desenvolveu um vasto Panteão de deuses locais, ordens monásticas e mestres. Encabeçando a grande lista de deidades a serem adoradas está o imperador Jade. Diretamente abaixo deste está o imperador da montanha do leste. Durante os anos de sua história o Taoísmo proveu bases para o desenvolvimento de várias sociedades secretas chinesas, razão pela qual, o Taoísmo foi proscrito da China logo após o estabelecimento do regime comunista dos anos cinqüenta. Este sistema filosófico-político-religioso é ainda praticado em algum grau na China moderna, Hong-kong e Macau.
A subseqüente dinastia dos Chin (221-206) AC, estabeleceu o primeiro grande império chinês. Chin é a origem da palavra China. Estabeleceram as fronteiras e o sistema administrativo básico que seria posteriormente seguido por todas as outras dinastias chinesas. A história da China é tradicionalmente vista como um processo contínuo de desenvolvimento com marcadas tendências repetitivas. Seu sistema de governo é tido como o mais marcial dos estados chineses. O sistema dos Chin era centralizado, possuindo um rígido sistema de leis aplicado a todo o país. Para governar este vasto território, Shih Huang Ti instituiu um rígido governo e padronizou o sistema de escrita. Foi neste período que começou a construção da grande muralha da China.
A dinastia seguinte, Han, (206 A.C. a 228 A.D.), foi a segunda grande dinastia imperial chinesa. Fundada por Liu Pang, um homem de nascimento humilde, que liderou uma rebelião contra a opressiva polícia da dinastia Chin.
O período dos três reis (220AC a 65 AD), abriu quatro séculos de guerra entre estados menores.
Neste período consolidou-se de maneira forte a influência hindu dentro da China, com a disseminação do Budismo e com a introdução da medicina, matemática e astronomia hindus provenientes da Índia. A arte deste período é fortemente marcada pelas pinturas de figuras associados ao Budismo.
Seguiram-se outras dinastias, Sui e Tang, até o surgimento da pólvora para fins militares no período da dinastia Sung e das guerras com o mongol Gen Gis Kan cujo neto Kublai Kan fundou a dinastia Yüan (1271 a 1368) mantendo as instituições chinesas. Em fins da idade média (séc. XIV) surge a dinastia Ming que procura restaurar a cultura chinesa antiga até que passam a conviver com a cultura européia, em razão dos assentamentos portugueses em Macau no séc. XV. Enquanto isso o povo Manchu avançava pelo sul nos sécs. XVI e XVII, vindo estes a conquistar completamente a China em torno de 1644 com o estabelecimento de uma nova dinastia, a Ching (Manchu) que se estendeu até 1912.
A dinastia Ching opôs resistência à chagada dos estrangeiros europeus em seu território, o que contrariou os interesses comerciais britânicos o que ocasionou a famosa guerra do Ópium (1839 a 1942), conseguindo a Grã-bretanha obter concessões e estabelecer sua extraterritorialidade. O regime Ching enfraquecido por problemas internos se tornou ainda mais debilitado pelas intervenções européias, pela devastadora rebelião Taiping e pelos sucessos militares japoneses na guerra sino-japonesa. A Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América promoveram uma política de portas abertas através da qual todas as nações poderiam ter acesso ao mercado Chinês, o que resultou em uma divisão da China em diferentes áreas de influência.
Sun yat-sem liderou uma revolução que acabou por derrubar o regime dos Chin e em 1911 foi estabelecida uma república. Sun, o primeiro presidente, renunciou em 1912 em favor de Yüan Shih-kai, comandante do poder militar. Yüan estabeleceu um regime repressivo que levou os seguidores de Sun a rebeliões esporádicas.
Na segunda guerra mundial o Japão confiscou domínios alemães na província de Shandong, e apresentou à China as suas vinte e uma demandas, desenhadas para tornar a China em um protetorado japonês. Forçada a aceitar uma versão modificada destas demandas, a China nunca as ratificou em sua legislação.
Em 1921 havia sido fundado o partido comunista chinês, recebendo apoio da, hoje desintegrada, União Soviética. Em 1926 Chiang Kai-shek liderou o exército dos kuomitang o que deu início a uma longa guerra civil entre comunistas e kuomitangs. Em 1930 foi estabelecido um governo comunista mas Chiang continuou suas campanhas militares, e o Japão, aproveitando-se das dissidências internas da China, ocupou a Manchúria em 1931. Em 1941, com o ataque japonês aos EUA e a bases britânicas na Ásia, a china recebeu ajuda dos EUA e a guerra com o Japão terminou.
Porém o fim da ameaça japonesa e a abolição da extraterritorialidade não trouxeram paz ao país. As hostilidades entre os nacionalistas e comunistas chineses precipitou uma guerra em larga escala.
Em um ambiente de pesada inflação, repressão policial e fome, grande parte do povo acabou perdendo sua confiança no regime nacionalista chinês e o apoio ao regime comunista cresceu. Beijing passou ao controle comunista em 1949 sem nenhuma batalha. Em 1 de outubro de 1949 os comunistas proclamaram um governo central popular. Era o início da era de Mao.

Os Germanos

Os Germanos habitavam norte da Alemanha,sul da Suécia, Dinamarca e as margens do Báltico. Algumas importantes tribos germânicas foram:
Os Alemanni, os Angles, os Saxões, os Burgundii, Lombardos, os Visigodos e os Vândalos.
O nome germanos lhes foi dado pelos romanos e significa: aqueles que são como irmãos.
Os germanos deram origem a vários outros povos que hoje habitam grande parte da Europa, sobretudo o norte europeu e a Europa central:

.Suecos
.Noruegueses
.Dinamarqueses
.Islandeses
.Alemães
.Austríacos
.Suíços
.Norte da Itália
.Holandeses
.Belgas
.Luxemburgueses
.Norte e Centro da França
.Terras baixas da Escócia
.Inglaterra

É um grupo étnico complexo da antiga Europa com uma raiz étnica pouco uniforme.
Aparecem na História no 1º séc. A.C. quando tiveram seu primeiro contato com os Romanos. (Início de grande parte da atual configuração do mundo Ocidental).
As etnias mais importantes do Ocidente são: Gregos, Latinos e os Germânicos.
Famosos por serem beligerantes e bárbaros , desde os tempos romanos, os germanos foram os principais responsáveis pelas invasões que culminaram com a queda do Império Romano.
Os germanos que foram os principais atacantes do Império Romano foram os Vândalos e os Ostrogodos.
Os Ostrogodos (Góticos) eram germanos do Oeste e os Vândalos germanos do Leste.
O Gótico foi a primeira língua germânica escrita e deu origem ao Alemão atual e ao Inglês atual, este último tendo sido fortemente influenciado pelos Francês medieval.
Diferentemente do Latim e de várias outras línguas européias, a língua alemã sofreu poucas reformas, permanecendo até hoje uma língua com componentes arcaicaicos e de difícil assimilação para os não nativos da Alemanha e da Áustria (países onde o Alemão é a língua oficial). Embora rica em vocábulos é gramaticalmente bastante complexa, o que tem sido hoje em dia motivo de discussões entre os alemães no que diz respeito a futuras reformas desta língua.
Os Francos, que também eram um grupo de tribos de etnia germânica, foram uma espécie de fusor étnico entre germanos e latinos (provenientes da região de Latinus, onde conviviam com outra tribo chamada de Romanos).
Dois países europeus onde houve acentuada fusão étnica entra as etnias germânicas e latinas são a atual França e a Alemanha, esta última com predominância étnica germânica.
Os francos(germânicos) passaram a ser aliados dos Romanos no sécV.
Posteriormente houve o Império Franco (Clóvis VI-IX Séc.AD) onde houve uma fusão das culturas Latina e Germânica (galo-romanos; França e Francônia na Alemanha), França, Países baixos, Alemanha do Oeste do Elba, Áustria, Suíça, norte e centro da Itália.
A Gália (do Império Franco) é a atual França (Francos do Oeste), e Alemanha (francos do leste).
A França e Francônia na Alemanha são provenientes dos Francos.
A Francônia ( SécX.) veio a fragmentar-se, vindo a pertencer a outro império, O Clero (Sacro Império Romano, que durou até o séc.XVII).
É dito que o maior fusor cultural da Idade Média e que deu origem à configuração atual da Europa foi o Clero, tendo sido este o responsável pela divulgação e desenvolvimento da língua latina em várias regiões da Europa.

Cidades alemãs de importância na fusão cultural: Frankfurt, Worms, o estado eclesiástico de Mainz, Speyer, Hesse, Würzburg e a cidade livre imperial de Nuremburg.

INTELLECTUS

 

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