Amar a Deus, o Assunto que mais Interessa à Humanidade de todas as Épocas

Se alguém já teve a oportunidade de percorrer um grande hospital, passando por Enfermarias, pelo setor do Pronto Socorro, pela UTI, pelos Centros Cirúrgicos, etc., certamente que se lembrará de cenas muito tristes, principalmente se tiver estado a acompanhar um ente amado ou se tiver tido de experimentar, na própria pele, as consequências e o sofrimento da doença.

A saúde do corpo e da mente é algo que interessa a todos os seres humanos, pois ficar doente significa sofrimento e dor, e em última instância: a morte.

Até agora estamos falando sobre algo facilmente perceptível e observável para praticamente todos, pois há pessoas despreocupadas e negligentes com a saúde, e esse tipo de negligência pode lhes custar muito caro.

Por semelhante modo a negligência com a saúde espiritual pode ter consequências ainda muito mais graves do que a negligência com a saúde física. E o mais assustador de tudo, são consequências eternas que jamais terão fim

Falar sobre amar a Deus é algo agradável e suave, todavia, antes de nos aprofundarmos nesse assunto, teremos de abordar um assunto muito desagradável, qual seja, o ódio a Deus. Ao longo deste artigo você poderá entender o porquê desta abordagem inicial.

Odiar a Deus. Por que?

Por acaso, nos deparamos com um vídeo na internet onde um indivíduo discursava sobre os direitos legais de ser ateu (como se esses direitos já não existissem). Com ares de político em palanque, sem expressar alegria alguma em seu semblante, aquele jovem rapaz reivindicava leis a fim de que os ateus pudessem se manifestar livremente (como se isso já não acontecesse).

Admitimos que aquela cena nos comoveu, pois nosso coração foi movido de compaixão por um ser humano cuja doença espiritual é grave.

Após aquilo, nos pusemos a meditar sobre o porquê daquele posicionamento de inimizade contra Deus. O que Deus teria, porventura, feito àquele homem para que ele tanto o odiasse?

“Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa. Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou. Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. Quem me odeia odeia também a meu Pai. Se eu não tivesse feito entre eles tais obras, quais nenhum outro fez, pecado não teriam; mas, agora, não somente têm eles visto, mas também odiado, tanto a mim como a meu Pai. Isto, porém, é para que se cumpra a palavra escrita na sua lei: Odiaram-me sem motivo.” João 15:20-25

Foi então que decidimos buscar a fundo as argumentações atéias que, para eles, justificam esse posicionamento anticristo. Não demorou muito até que adentramos no cerne da questão, nos mais agressivos argumentos anti Deus, e encontramos esses argumentos em sites satanistas.

As argumentações ali encontradas, em sua maioria, já são bem conhecidas por muitos, a saber, “não se pode provar a existência de Deus”, “por que Deus permite o sofrimento”, “livre pensar”, “melhor ser senhor do que servo”, e um outro monte de tolices que, acreditamos, não serem o ponto mais severo da questão. Até que chegamos ao ponto de sua argumentação principal, qual seja: “eu amo a mim mesmo acima de todas as coisas” e “reivindicamos liberdade total para fazermos tudo o que quisermos, pois nós somos Deus”. Aqui a coisa fica já bem mais séria, e isto porque os princípios da suposta “liberdade sem Deus” e “eu quero ser um deus” estão em sintonia com a mente e com o coração de Satanás, certamente o próprio quem lhes incutiu na mente e no coração esses princípios de rebelião. O que demonstra quão gravemente dominados pelo diabo se encontram. Observemos este trecho das Escrituras:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” Efésios 2:1-7

Esse espírito que agora atua nos filhos da desobediência é o diabo.

É muito importante aqui lembrarmos que o inferno não foi originalmente preparado para os homens, mas para o diabo e seus anjos, cujos corações se elevaram e intentaram instituir um reino próprio, independente de Deus, para fazerem tudo o que desejassem seus corações cheios de cobiça e para poderem adorar seu deus, Lúcifer. A situação se agravou, esses anjos tornaram-se imprestáveis e irrecuperáveis, tendo sido expulsos do céu e recebido a sentença da condenação eterna, com sofrimento e tormento eternos na Geena, a palavra grega que foi traduzida para inferno e lago de fogo, uma referência a um local onde se queima lixo permanentemente.

“Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” Mateus 25:41 

Por razões que não são fáceis de explicar, ou mesmo de se compreender, multidões de homens e de mulheres têm se posicionado ao lado do diabo ao longo da história. Foram enganados por Satanás e seduzidos pela atraente idéia de poderem fazer o que desejassem, tornando-se cegos e surdos para as advertências do Criador sobre as consequências da rebeldia, da rebelião e do pecado, e tornaram-se assim aderentes da rebelião contra Deus, razão pela qual sofrerão o mesmo castigo reservado para o pai da mentira.

A súmula dessa situação é que preferiram o mal ao bem, optaram pelo ódio a Deus ao invés de amá-lo, e o Senhor Jesus Cristo falou sobre isto:

“O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.” João 3:19 

Basta que nos lembremos dos políticos corruptos, dos ladrões e sequestradores, dos estupradores e dos assassinos e entenderemos que os ganhos do pecado que buscaram obter lhes pareceu ser mais interessante e valioso do que os ganhos da submissão a Deus. Todos eles, finalmente, entenderão que fizeram um péssimo negócio, uma horrenda escolha. Mas fizeram. Muitas dessas pessoas, além de desprezarem a Deus, foram sádicas e cruéis, causaram dores, sofrimentos e perdas a muitos, se puseram como pedras de tropeço aos filhos de Deus, e ainda outras adoraram a Satanás de modo explícito. A punição deles é justa. E que punição!

A opção pelo bem, ou pelo mal, se dá em um ponto central do ser humano que a Bíblia chama de o coração. Esta palavra no original grego do Novo Testamento é Kardia, e significa não somente o órgão físico (daí as palavras: Coração, Cardíaco, Cardiologia), mas significa também a região central e invisível do ser humano, o centro das expressões do caráter humano, da personalidade mais íntima de cada um, de onde procede o bem ou o mal, segundo o posicionamento de cada um diante da Luz, que é Cristo.

“O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.” Lucas 6:45 

“Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas as coisas que contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.” Mateus 15:18-20

E aqui passamos ao ponto chave deste artigo: Não há como se relacionar com Deus a não ser pela fé, e é pela fé que se opta pelo amor a Deus. E é pela incredulidade que se opta por desprezar a Deus, o que é o mesmo que odiá-lo. Todas as pessoas que se perderam, e as que ainda se perderão, terão endurecido seus corações para Deus. Chave mesmo, todavia, é o que nos diz o Senhor:

“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.” João 3:16-21

Amar a Deus. Por que?

Todo ser humano que vem ao mundo (que passa a existir após sair do ventre materno) já é um natimorto espiritual por natureza. E isto porque todos viemos de pais caídos, a saber, de Adão e Eva, nossos pais segundo a carne.

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, —pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.” Efésios 2:1-7

Porém, ao longo da vida, todos, sem exceção, recebem o convite de Cristo para a salvação. Mesmo os que nasceram antes de o Senhor Jesus Cristo ter vindo ao mundo. Posteriormente, se desejar se aprofundar neste assunto, veja ao final deste texto os links relacionados, onde abordamos o assunto dos que viveram antes de Cristo ter vindo em carne.

“De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6 

O convite de Deus para a salvação do homem consiste na oferta da salvação gratuita a todos os seres humanos mediante a fé, como está escrito:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” Efésios 2:8 

Quando o homem abre seu coração para a voz de Deus, dando-lhe ouvidos e crédito, a fé entra em ação. Daí pra frente, inicia-se o processo da salvação do homem, individualmente, o que se dá pela fé em Jesus Cristo mediante a operação do Espírito de Deus no ser humano. Este é o início da jornada rumo à mais sublime das expressões espirituais, a saber, o amor.

Amor, no sentido bíblico, é algo elevadíssimo, pois diz a Escritura:

“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele.” 1 João 4:16 

Na concepção das idéias primitivas do ser humano, amor diz respeito a afeto, afeição, apego, estima e carinho. Mas no sentido bíblico, amor significa uma profunda sintonia com o coração de Deus. E por mais difícil que possa ser compreender o que será dito a seguir, o fato é que podemos amar a Deus sem experimentarmos o que o ser humano entende por afeição, inicialmente. Inicialmente, dizemos, porque o verdadeiro amor a Deus se encontra em um nível de crescimento e de desenvolvimento espiritual que para muitos não se inicia tão rapidamente assim. Mas para simplificarmos, vejamos qual o primeiro passo para se começar a amar a Deus:

“Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele.” João 14:21 

Esta atitude e este posicionamento do homem diante de Deus, como no está dizendo o Senhor Jesus, se inicia pela fé, pois é pela fé que obedecemos a Deus.

Todos os verdadeiramente novos convertidos a Cristo experimentam um profundo sentimento de gratidão a Deus e de resposta inicial ao amor de Deus, e essa resposta é a dedicação entusiástica à obra de Deus, ao testemunho de Cristo e ao compromisso com a Igreja. Acontece porém, que esse primeiro amor pode vir a ser deixado de lado momentaneamente mesmo pelos que são legítimos filhos de Deus em Cristo, e esta advertência se encontra no Apocalipse:

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.” Apocalipse 2:4 

A vontade de Deus é que todos nós iniciemos no primeiro amor e nele cresçamos, até que atinjamos o ponto mais sublime de nosso crescimento espiritual, e sobre isto falou o apóstolo Paulo:

“Entretanto, procurai, com zelo, os melhores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente. Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.” 1 Coríntios 12:31; 13:1-3

Este elevadíssimo nível de crescimento e de ascensão na vida espiritual com Cristo culmina em uma posição de amor permanente, firmemente fundamentado em nossos corações, a ponto de que em nós se possam cumprir, na plenitude, os dois maiores mandamentos de toda a Bíblia:

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22:37-40

Esta é uma jornada sublime, todavia não sem muitas dificuldades, adversidades, pedras e espinhos pelo caminho.

Em nossa visão, entendemos que muitos cristãos iniciam esta jornada com grande entusiasmo e dedicação. Todavia, ao se depararem com perdas pessoais, ao caírem em tentações, ao se tornarem negligentes para com sua saúde espiritual, podem se tornar mornos e frios até ao ponto de se afastarem de Deus por algum tempo. Estes não somente abandonam o primeiro amor, mas prejudicam suas caminhadas rumo ao amor de que Paulo está falando. Todavia, leiamos, novamente, o que está em Apocalipse 2:4,5

“Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.”

Esta situação, como podemos ver, não é irreversível DESDE QUE a fé permaneça. Ainda que entristecidos e contrariados, momentaneamente desorientados e perturbados, pela fé podemos não somente retornar ao primeiro amor, mas crescermos nele e nos tornarmos ainda melhores do que éramos no início de nossas vidas espirituais. Eis porquê a perseverança na fé é imprescindível para a nossa salvação e para a nossa transformação em valorosos filhos de Deus que a ele se assemelham, pois pela fé e pelo amor, nos tornamos semelhantes a Deus, por sua própria vontade, e passamos a amar de modo firme, inabalável e permanente. É isto o que está escrito:

“Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que em meio de muita tribulação, com alegria do Espírito Santo, de sorte que vos tornastes o modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia.” 1 Tessalonicenses 1:7,6

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” Efésios 5:1,2

O amor a Deus cresce em nós na medida em que vamos observando e atentando para o caráter magnífico de Deus, sua bondade e generosidade e, sobretudo, sua riqueza em perdoar. Este amor de que estamos falando é fruto do conhecimento de Deus e da adoração à beleza de sua santidade e grandeza, a qual ele manifestou em Cristo Jesus e manifesta em nossas vidas por meio de Cristo.

“Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” Mateus 7:13,14

As dificuldades e perdas podem ser muitas. Aflições certamente estarão presentes, mas como está escrito:

“Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós.” Romanos 8:18 

“É na vossa perseverança que ganhareis a vossa alma.” Lucas 21:19 


 

 

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