As Misericórdias de Deus

“Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a tua graça; volta-te para mim segundo a riqueza das tuas misericórdias.” Salmos 69:16 

A Bíblia está cheia de passagens que falam das misericórdias de Deus. Ser misericordioso e bom é parte inerente e indissociável do caráter benigno do Senhor Deus. Ler as passagens bíblicas que atestam de Sua bondade nos traz consolo e esperança. Mas, além disto, ter a possibilidade de vivenciar e de testemunhar da bondade de Deus é um privilégio e algo mui tremendo. Pois o mesmo Deus que usou de misericórdia para com tantos no passado, este mesmo Deus, hoje, age da mesma maneira. Ele não muda.

É verdade que as manifestações de justiça e de juízo que Deus tem demonstrado, ao longo da História, essas mesmas manifestações de juízo igualmente refletem Seu caráter justo e reto. Há, todavia, um fato que nos pode ajudar a penetrar mais a fundo no conhecimento do nosso Criador: Deus não tem prazer em entristecer a ninguém e não se alegra quando o infortúnio sobrevém a alguém, mesmo sendo em forma de juízo:

“O Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias; porque não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos homens.” Lamentações 3:31-33

“Acaso, tenho eu prazer na morte do perverso? -diz o SENHOR Deus; não desejo eu, antes, que ele se converta dos seus caminhos e viva? Ezequiel 18:23 

Nunca é com alegria ou prazer que Deus abate ou castiga alguém. Antes, como Ele mesmo diz, tem prazer na vida e não na morte de quem quer que seja:

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento.”  Mateus 9:13

Temer a Deus é uma atitude saudável e necessária, pois nós, seres humanos, necessitamos de reconhecer a grandeza e a majestade d’Aquele que se assenta em Seu eterno trono de glória. Esse mesmo Deus que pagou, Ele próprio, o elevadíssimo preço do perdão dos homens. Foi o Senhor, Ele mesmo, quem esteve pendurado na cruz, no Calvário. 

Temer a Deus é uma atitude sábia e absolutamente necessária. E como não haveríamos de temer Aquele que diz de si mesmo:

“Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer.” Lucas 12:5 

O inferno é a mais terrível das manifestações dos juízos de Deus. É a Sua resposta final a toda a rebelião e afronta que contra Ele praticaram homens e mulheres, os quais morreram sem o arrependimento, isto é, nunca mudaram de atitude para com Deus. Preferiram o mal ao bem, se sujeitaram às trevas e rejeitaram a luz.

 

Porém, não é, antes, pelo temor e pelo tremor que Deus deseja ser conhecido, mas antes, deseja ser conhecido por todo o corpo magnífico de Seu caráter amoroso e benigno.

Que satisfação poderia alguém obter de um relacionamento baseado no medo? E se alguém alguma satisfação obtém de um relacionamento assim, seguramente que esse alguém não é o Senhor. Antes, está escrito:

"No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor." 1 João 4:18

Porém, necessário é que compreendamos que Deus não está a lidar com uma geração de andorinhas, referindo-nos aqui aos homens, mas está lidando com uma geração pervertida e corrupta, com homens rebeldes e de dura cerviz. E se para que se assegurassem a ordem das nações e dos estados de direito ao longo da história tem sido necessária a aplicação das disciplinas de leis, e ainda assim não têm sido poucos os rebeldes, como manteria Deus a ordem das coisas caso permitisse aos homens agirem com bem lhes parecesse? Há um juízo vindouro, que ninguém se engane! E haverá também de chegar o dia eterno, onde nem mancha e nem mácula alguma poderá jamais perturbar a plenitude da paz eterna, prometida aos que amam a Deus. E será o próprio Deus a garantir, eternamente, esse futuro de paz, o qual não acontecerá, diga-se, nesta existência, mas somente no porvir, quando esta terra e estes céus já não mais existirão.

Após a sequência de eventos que porá fim a esta existência tal como a podemos perceber, será inaugurado o período de paz sem fim, nos céus, e que as Escrituras chamam de o Dia Eterno. Já não haverá trevas de espécie alguma. E ninguém poderá adentrar neste dia senão pelas mãos do Filho, Jesus, em quem se manifestam todas as misericórdias de Deus. No Filho anula-se a ira pelo perdão dos pecados e se obtém a comunhão com o Pai pela submissão ao Filho.

"Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas." Apocalipse 14:6,7

"Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno." 2 Pedro 3:18

 


 

 

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