O Batismo nas Águas e o Batismo com o Espírito Santo

Os Dons Espirituais e os Ministérios na Igreja de Cristo

 

Diferentemente do que fantasiam os materialistas, os indiferentes e os ateus, o ser humano não é um simples mecanismo biológico geneticamente orientado. Somos seres eternos, temporariamente habitando um corpo corruptível (quer dizer, que morrerá, apodrecerá e tornará ao pó). Porém, segundo as Escrituras, até mesmo os nossos corpos, após a ressurreição do último dia, terão um destino eterno, que não terá fim, que jamais terminará. Neste artigo examinaremos, à luz das Escrituras, a constituição essencial do homem natural e a nova constituição essencial dos cristãos regenerados, ou seja, dos que nasceram de novo mediante a atuação do Espírito de Deus.

 

O corpo humano por si só, a argamassa material de que somos constituídos, não teria vida alguma não fosse o fôlego de vida que Deus concede ao homem, o que está dito desde o princípio:

 

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” Gênesis 2:7 

 

Notemos, pois, que o corpo do primeiro homem, Adão, foi formado do pó da terra, e foi somente após Deus ter-lhe soprado nas narinas o fôlego de vida que o homem passou a ser alma vivente. A palavra bíblica no idioma original das Escrituras (o Hebraico no Antigo Testamento) para pó é aphar, que significa argamassa, pó; a palavra alma é nephesh; e nashamah para fôlego de vida, ou espírito, o espírito que Deus deu ao homem, fazendo com que este passasse a ter vida e viver (a existência animada, diferentemente das pedras, por exemplo, as quais também existem, porém não têm vida).

 

Desta forma temos uma unidade tripla coexistindo simultânea e intrinsecamente fazendo o homem ser quem e o que ele é (ou seja, como foi criado para ser). O homem é pó (aphar, que também significa argamassa) em sua constituição biológica; espírito (nashamah) em sua constituição espiritual (que dá vida ao homem; a unidade não material do homem); e alma (nephesh), em sua constituição na forma de personalidade consciente, a unidade na qual se manifestam os pensamentos, os afetos, as emoções, o raciocínio, a inteligência e a vontade (a autonomia humana). Dentre os seres criados por Deus, somente os anjos e os homens possuem consciência de ter consciência.

Vejamos esta tríade essencial expressa nas Escrituras:

 

“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Tessalonicenses 5:23

 

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Hebreus 4:12

 

E ao conjunto das atividades funcionais que operam na alma (do grego, psyche), temos a palavra nous, que significa mente.

 

“Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente (psyche).” Romanos 14:5 

 

E, ainda, à capacidade criativa e investigativa do homem, dá-se o nome de intelecto (inteligência, intelectividade), em grego: sunesis.

 

“Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência (sunesis) dos instruídos.” 1 Coríntios 1:19 

 

Resumindo:

 

No Novo Testamento, no original escrito em Grego, temos as seguintes palavras para espírito, alma e corpo, nesta ordem: pneuma; psyche; soma. E para a inteligência: sunesis.

Enquanto escrevo este artigo, os membros do meu corpo (soma) são guiados pela minha alma (psyche), e sou uma alma vivente porque possuo um espírito (pneuma) que me dá vida (o fôlego de vida dado por Deus). E é em minha alma (psyche) que está a minha mente (nous), a qual se utiliza da minha inteligência (sunesis) para se expressar.

 

A Justiça e a Injustiça

 

Todas as vezes que utilizamos nossos corpos, mentes e inteligência a fim de obtermos um ganho pessoal, sendo que com isto prejudiquemos a alguém, estamos cometendo pecado. Isto também se chama injustiça. Vejamos o que diz este trecho bíblico:

 

Toda injustiça é pecado, e há pecado não para morte.” 1 João 5:17

 

E a única forma de não cometermos injustiças contra ser humano algum é observarmos o que está escrito:

 

“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.” Mateus 7:12 

 

Nesta magnífica afirmação, o Senhor Jesus Cristo está dizendo que tudo o que foi escrito na Lei de Moisés e nos Livros dos Profetas está baseado e fundamentado neste princípio: Não fazer aos outros o mal que não queremos seja feito a nós mesmos e fazer aos outros o bem que queremos seja feito a nós mesmos. Isto é o amor ao próximo.

 

E a mesma coisa o Senhor nos diz em Gálatas 5:14: 

 

“Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

 

Sendo assim, temos diante de nós os dois maiores mandamentos bíblicos, os quais são as maiores solicitações aos homens da soberana vontade de Deus, o nosso Criador:

 

“Chegando um dos escribas, tendo ouvido a discussão entre eles, vendo como Jesus lhes houvera respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o principal de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O principal é: Ouve, ó Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor! Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.” Marcos 12:28-31

 

Logo, quem observa (cumpre) estes dois mandamentos está em perfeita sintonia com a vontade de Deus, o que também significa amá-lo.

 

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” João 14:15

 

Por outro lado, se eu rejeito a Deus, se eu lhe sou ingrato ou indiferente, se não oro a Ele, e se faço qualquer sorte de injustiça ao meu próximo, então não amo nem a Deus e nem ao próximo. E é esta, precisamente, a situação em que se encontra o mundo inteiro!

 

Para o homem, é IMPOSSÍVEL cumprir estes dois mandamentos sem a atuação do Espírito Santo:

 

"Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado." Romanos 5:5

 

A Nova Natureza dos Cristãos, a Grande e Eterna Diferença!

 

Todos nós ao nascermos do ventre de nossas mães não passamos de natimortos espirituais. Ou seja, já nascemos espiritualmente mortos, separados de Deus, sem conhecê-lo, pois segundo a carne somos filhos de Adão, aquele que introduziu o pecado no mundo e através de quem todos nós morremos.

 

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram.” Romanos 5:12

 

Se o homem nasce, cresce e morre, simplesmente isto, está fatalmente condenado à perdição, pois nunca jamais conheceu a Deus, ou seja, não tem a vida eterna.

 

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

 

E para conhecer a Deus é preciso nascer de novo, da água e do Espírito, como ensina o Senhor Jesus Cristo:

 

“A isto, respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” João 3:3

 

“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” João 3:5 

 

Nascer da água significa ser batizado em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, como ensina o Mestre:

 

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” Mateus 28:19 

 

E nascer do Espírito significa ser batizado com o Espírito Santo, como está escrito:

 

“Disse João a todos: Eu, na verdade, vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Lucas 3:16

 

E notemos bem que ambos os batismos são requeridos para a salvação. Veja estes trechos bíblicos onde os dois batismos são decisivamente mencionados nas Escrituras:

 

“Ouvindo os apóstolos, que estavam em Jerusalém, que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo; porquanto não havia ainda descido sobre nenhum deles, mas somente haviam sido batizados em o nome do Senhor Jesus. Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo.” Atos 8:14-17

 

Na situação acima, veja que primeiramente foram batizados nas águas, nasceram da água, e posteriormente, foram batizados com o Espírito Santo, nasceram do Espírito, foram regenerados e passaram a ser nova criatura.

Agora veja a situação em que primeiramente foram batizados com o Espírito Santo, e depois batizados nas águas:

 

“Ainda Pedro falava estas coisas quando caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis que eram da circuncisão, que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Deus. Então, perguntou Pedro: Porventura, pode alguém recusar a água, para que não sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então, lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias.” Atos 10: 44-48

 

Esta última situação foi o que se deu no meu caso específico, pois primeiramente fui batizado com o Espírito Santo, posteriormente, dias depois, fui batizado nas águas.

 

E, novamente, nos diz o Senhor Jesus:

 

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” Marcos 16:15,16

 

Vejamos que o Senhor NÃO diz neste trecho bíblico: “quem crer será salvo”, mas “quem crer e for batizado será salvo”. E isto também está em Romanos 8:9:

 

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.”

 

E a Bíblia nos explica ambos os batismos, e é pela Bíblia que podemos entender que o batismo nas águas significa a submissão a Cristo e o perdão dos pecados, enquanto o batismo com o Espírito Santo é o novo nascimento.

 

“Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.” Atos 2:38

 

O Batismo nas Águas

 

“Estes eram os espíritos daqueles que não tinham obedecido a Deus, quando ele ficou esperando com paciência nos dias em que Noé estava construindo a arca. As poucas pessoas que estavam nela, oito ao todo, foram salvas pela água. Aquela água representava o batismo, que agora salva vocês. Esse batismo não é lavar a sujeira do corpo, mas é o compromisso feito com Deus, o qual vem de uma consciência limpa. Essa salvação vem por meio da ressurreição de Jesus Cristo,” 1 Pedro 3:20-21

 

Muitos há que ouvem o Evangelho e o desprezam, morrem sem nunca terem sido batizados nas águas e nem no Espírito Santo. Estão condenados por causa de seus pecados, segundo as Escrituras.

Há os que ouvem o Evangelho e se simpatizam com ele, chegando a ser batizados nas águas, porém morrem sem ter recebido o batismo com o Espírito Santo. Também estes morrem perdidos, pois diz o Senhor:

 

“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” João 3:5

 

E novamente:

 

“E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” Romanos 8:9

 

O batismo nas águas é um ato ministrado por discípulos do Senhor Jesus Cristo aos que optam por segui-lo. Todavia o batismo no Espírito Santo é um ato exclusivamente divino, ministrado pelo próprio Deus:

 

“Eu vos batizo com água, para arrependimento; mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Mateus 3:11

 

E, finalmente, há os que verdadeiramente crêem no Evangelho, são batizados nas águas e são batizados no Espírito Santo. São estes os filhos de Deus. São estes nos quais se cumprem as palavras de Deus quando ele fala sobre a Nova Aliança:

 

“Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.” Hebreus 8:8-12

 

O Batismo com o Espírito Santo

 

“Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.” Tito 3:4-7

 

“Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.” Efésios 1:11-14

 

“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.” Efésios 4:30

 

É, pois, evidente pelos trechos bíblicos acima que ninguém pode ser regenerado e salvo senão mediante a atuação do Espírito de Deus. E sendo a regeneração o novo nascimento, o nascer do Espírito, é igualmente evidente que sem o batismo com o Espírito Santo não há salvação.

 

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” 1 Coríntios 6:9-11

 

Também já vimos, pela Bíblia, que só tem a vida eterna quem conhece a Deus:

 

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3

 

E ninguém pode conhecer a Deus sem o Espírito Santo:

 

Por isso, vos faço compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus afirma: Anátema, Jesus! Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo. 1 Coríntios 12:3

 

“Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.” Mateus 11:27

 

Esta revelação, o conhecimento de Deus, não depende de homens, mas é um ato sobrenatural divino:

 

“Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o Filho do Homem? E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. Mas vós, continuou ele, quem dizeis que eu sou? Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus.” Mateus 16:13-17

 

O que as Escrituras estão dizendo é que a salvação é um ato soberano e reservado de Deus, operado exclusivamente pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, não tendo o homem nenhuma participação nela. Em outras palavras, a porcentagem de contribuição que o homem pode dar para a sua própria salvação é igual à zero por cento, fato este que abala e que faz ruir solo abaixo toda e qualquer doutrina religiosa que reivindique a participação humana na salvação da alma. Mas é precisamente isto o que dizem as Escrituras:

 

“E clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus, que se assenta no trono, e ao Cordeiro, pertence a salvação.” Apocalipse 7:10

 

“Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus,” Apocalipse 19:1

 

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” Efésios 2:8

 

De Deus dependem a minha salvação e a minha glória; estão em Deus a minha forte rocha e o meu refúgio.” Salmos 62:7

 

O homem responde à salvação de Deus, obedecendo-o pela fé, sendo que a obediência que o salva não é a sua própria (a do homem), mas a obediência de Cristo, o qual cumpriu perfeitamente toda a Lei de Moisés e se ofereceu, sem pecado, como sacrifício pelos nossos pecados.

 

"Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos." Romanos 5:19

 

Vejamos a diferença essencial entre o ser humano não regenerado e o ser humano regenerado para a salvação mediante a fé no Senhor Jesus Cristo e mediante o batismo com o Espírito Santo:

 

O ser humano não regenerado:

 

Os membros do seu corpo (soma) são guiados pela sua alma (psyche), e ele é uma alma (psyche) vivente, porque possui um espírito (pneuma) que lhe dá vida (o fôlego de vida dado por Deus). E é em sua alma (psyche) que está a sua mente (nous), a qual se utiliza de sua inteligência (sunesis) para se expressar. Não tem o Espírito de Deus, logo nem sua alma (psyche), nem seu espírito (pneuma) conhecem a Deus. Sua mente (nous) e inteligência (sunesis) estão limitadas ao que é terreno. Seu destino eterno é o inferno, e isto por causa de seus pecados, os quais não foram perdoados, porquanto não creu no evangelho. Permanece sendo a velha criatura.

 

“Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus.” João 3:5

 

O ser humano regenerado:

 

Os membros do seu corpo (soma) são guiados pela sua alma (psyche), e ele é uma alma (psyche) vivente, porque possui um espírito (pneuma) que lhe dá vida (o fôlego de vida dado por Deus). E é em sua alma (psyche) que está a sua mente (nous), a qual se utiliza de sua inteligência (sunesis) para se expressar. Tem o Espírito de Deus habitando nele, logo sua alma (psyche) e seu espírito (pneuma) conhecem a Deus. Sua mente (nous) e inteligência (sunesis) não estão limitadas ao que é terreno, sua alma (psyche) e seu espírito (pneuma) adentram nos lugares celestiais onde Cristo está. Seu destino eterno é o céu, pois seus pecados foram perdoados, porquanto creu no evangelho, foi batizado nas águas e com o Espírito Santo. É uma nova criatura.

 

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.” 2 Coríntios 5:17

 

“O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” Romanos 8:16

 

Sua alma conhece a Deus:

 

“Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim” João 10:14

 

Seu espírito conhece a Deus:

 

Porque, se eu orar em outra língua, o meu espírito ora de fato, mas a minha mente fica infrutífera. 1 Coríntios 14:14

 

Dos não regenerados, diz Deus:

 

“Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.” Mateus 7:23

 

Dos regenerados, nascidos de novo, nascidos da água e do Espírito, diz Deus:

 

Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. 2 Timóteo 2:19

 

Sobre os dons Espirituais

 

Para se compreender, de modo profundo, a respeito dos dons espirituais, entendemos que a leitura da 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios é fundamental. No capítulo 12 desta mesma Epístola, são mencionados dons espirituais concedidos à Igreja pelo Espírito Santo. Os serviços a Deus, as realizações pelo poder de Deus e os dons espirituais são mencionados neste capítulo da Bíblia, e são os seguintes: a palavra da sabedoria, a palavra do conhecimento, a fé, dons de curar, operação de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, capacidade para interpretá-las, o ministério de apóstolo, o ministério de profeta, o ministério de mestre, o seviço a Deus para socorrer os santos e os governos na Igreja (bispos, presbíteros, pastores e diáconos).

A Bíblia é claríssima e objetiva ao afirmar que estes são dons, serviços e ministérios concedidos em favor da Igreja pelo Espírito Santo.

“Porque a um é dada, mediante o Espírito, a palavra da sabedoria; e a outro, segundo o mesmo Espírito, a palavra do conhecimento; a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar; a outro, operações de milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá-las. Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente.” 1 Coríntios 12:8-11

 

Apóstolos, Bispos, Presbíteros, Diáconos Mestres e Pastores

 

Pastorear rebanhos na Igreja de Cristo é um chamamento e um dom de Deus. Os apóstolos Paulo e Pedro falam sobre este assunto.

“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” Efésios 4:11,12

“Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado (episkopos), excelente obra almeja.” 1 Timóteo 3:1

“Rogo, pois, aos presbíteros (presbuteros) que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai (poimainō) o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor (Archipoimēn) se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.” 1 Pedro 5:1-4

“Pois os que desempenharem bem o diaconato (diakoneō) alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.” 1 Timóteo 3:13

A palavra bíblica original do Novo Testamento para pastor é poimēn. Já para presbítero, a palavra é presbuteros, para diáconos diakonos e para bispos episkopos. Jesus Cristo é o Supremo Pastor da Igreja (Archipoimēn).

Não há distinção bíblica hierárquica entre os ministérios de pastor, presbítero e bispos. Trata-se do mesmo ministério, o de pastorear rebanhos da Igreja de Cristo, e isto quando chamados e designados por Deus. A hierarquia que estabelece que bispos têm primazia (superioridade) sobre presbíteros e pastores foi tomada emprestada da Igreja Católica Romana (apóstata) e não possui respaldo bíblico. Segundo a Bíblia, o único que domina sobre os pastores, presbíteros e bispos é o Senhor Jesus Cristo, o Supremo Pastor (Archipoimēn).

O diaconato diakonos é um ministério que tem por finalidade servir à Igreja em diversas frentes: administração, atendimento, gerenciamento, condução e ministração. É um belíssimo ministério e requer muito trabalho. Diáconos também pregam e ensinam. O ministério do Diaconato é um dos mais interessantes ministérios que há na Igreja de Cristo.
 

Sobre os mestres e sobre os apóstolos e suas credenciais divinas, ler aqui.

 

Nenhum dom verdadeiro e nenhum ministério ou serviço legítimo a Deus na Igreja pode existir, senão pela concessão e pela capacitação dadas pelo Espírito Santo.

 

INTELLECTUS

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