Os Cristãos e as Eleições Políticas. O que devemos esperar dos políticos?

“E, elevando-o, mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo. Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser. Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua. Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.” Lucas 4: 5-8

É certo que não devemos acreditar em absolutamente nada dito pelo diabo, pois é mentiroso e pai da mentira. No trecho bíblico citado acima, vemos Satanás tentando o Senhor Jesus com uma asseveração distorcida, qual seja: “porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser”. Embora Adão tenha se rendido ao poder do diabo quando pecou juntamente com Eva, entregando ao diabo o senhorio sobre o mundo, o qual havia recebido de Deus, a argumentação de Satanás, no momento em que tentava o Senhor Jesus, está impregnada pela soberba e pela obsessão doentia por domínio e glória, logo gravemente distorcida. Em palavras mais simples, podemos dizer que a tentação era real, sem dúvida, mas a proposta falaciosa.

Unindo seu poder de sedução com fatos distorcidos (a mentira), o diabo ofereceu ao Senhor Jesus “toda esta autoridade e a glória destes reinos”, sendo que o que Satanás tinha a oferecer era, na realidade, muito menor do que tentou fazer parecer. Ainda que, de fato, possuindo enorme influência sobre este mundo, o que podia ser visto no comportamento do Império Romano (Jesus nasceu quando esse império dominava o mundo), Satanás possuía (e possui) sua autonomia e influência sobre os homens totalmente limitadas e freadas por Deus. A verdadeira soberania provém de Deus e é ele quem decide quem pode receber o que e quando, o que podemos ver, por exemplo, em João 19:10-11:

"Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem."

Nada, ninguém ou coisa alguma jamais pôde agir nos céus, ou debaixo deles, sem a permissão do Deus Todo-Poderoso, o Criador.

A tentação sofrida pelo Senhor Jesus foi real, horrível e terrível, mas o Senhor, de modo espetacular, derrotou o diabo e todas as suas mentiras:

“Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.” Lucas 4:8

E todas as vezes que o Senhor Jesus disse “está escrito”, isto ele o fez significando “Deus diz”, e isto significa “ponto final” diante de qualquer tentação. É uma das mais poderosas armas espirituais que temos a nosso favor contra o mal!

O Diabo domina o mundo (por enquanto)

Embora, como já dito, o domínio de Satanás sobre este mundo seja limitado e freado por Deus, isto não significa que a enorme influência que o diabo tem sobre este mundo não seja real. Vemos este fato nas Escrituras:

“Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim” João 14:30 

“Sabemos que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.” 1 João 5:19 

“nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos” 2 Coríntios 4:4 

“porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso” Efésios 6:12 

Este domínio limitado, porém terrivelmente eficaz, se tornará ainda mais letal quando do surgimento da Besta, como podemos ver no Apocalipse:

“Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça.” Apocalipse 13:7-9

Toda essa balbúrdia dos infernos, todavia, haverá de terminar em muito breve, como também está escrito:

“O sétimo anjo tocou a trombeta, e houve no céu grandes vozes, dizendo: O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.” Apocalipse 11:15 

E que fique bem claro, o único local, na presente era, onde Satanás não tem nem domínio e nem poder algum é, precisamente, onde estão os cristãos, a saber, no Reino de Deus. O Reino de Deus é a região espiritual dominada por Cristo, e esta região espiritual é santa.

“Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.” Mateus 12:28 

“Ele lhes respondeu: A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus; mas, aos de fora, tudo se ensina por meio de parábolas” Marcos 4:11 

“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós.” Lucas 17:20,21

Ideologias Políticas e Promessas. Qual delas é a melhor?

Estamos próximos do momento quando, no Brasil, ocorrerão as eleições para diversos cargos públicos: Presidente da República, senadores, deputados estaduais e federais e governadores de estados. As promessas são muitas e a mentira encontra terreno fértil em ocasiões como estas. Logo, vale a pergunta: Em que promessas políticas e ideológicas devemos acreditar? Resposta: Em nenhuma. TODAS SÃO MENTIRA! E por que?

Porque TODAS as ideologias políticas que temos à nossa volta são antropocêntricas e humanistas, ou seja, segundo todas essas ideologias, o homem é o centro de tudo, não Deus. As tão propaladas “soluções” para os muitos problemas brasileiros não passam de canto de sereias a fim de enredar o maior número possível de pessoas nas redes de argumentações falaciosas cujo objetivo de fundo é a dominação. Nada além disto. Mais perversos ainda são os partidos políticos que se autodenominam de “cristãos”, exemplos: “Socialismo cristão” e “democracia cristã”. Não há compatibilidade ideológica, e muito menos espiritual, entre Democracia e o Evangelho e nem entre o Socialismo e o Evangelho. Democracia significa “domínio do povo” (isto é: dos homens) e o Socialismo, enquanto ideologia, é um dos mais perversos sistemas de governo de toda a história. Parte de pressupostos filosóficos conhecidos como Igualitarismo e Comunismo, os mesmos princípios despóticos e ateus que serviram de “licença” para dizimar milhões de vidas na antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, URSS, na China, e que também serviram de argumentação política e ideológica para a ascensão de déspotas e tiranos mascarados ao poder, como Fidel Castro em Cuba, Hugo Chavez na Venezuela e Luis Inácio Lula da Silva no Brasil. A diferença entre o sanguinário regime cubano e a atuação do PT (Partido dos Trabalhadores) no Brasil diz respeito somente a uma questão de oportunidades para agir, pois, em essência, a proposta ideológico-filosófica despótica e atéia abraçada pelo carniceiro Fidel Castro e que move o PT de Lula da Silva é a mesma dos mais íntimos pensamentos de monstros ditadores como Stalin, Lênin, Pol Pot ou Mao Tse Tung. O que os movia era o ódio e a concupiscência carnal faminta por poder, domínio e glória humana. E isto sem mencionar a óbvia inveja, a mesma que levou Caim a assassinar Abel e a decretar sua própria ruína temporal e eterna.

Sendo assim, se você ouvir falar de um regime político fundamentado na ideologia comunista ou socialista, associando a si próprios a palavra “Cristã” ou “Cristão”, saiba que estão tentando lhe enganar. E embora a ideologia política chamada de democrática difira, em considerável medida, do pensamento socialista/comunista, tampouco esta (a democracia) pode ser associada à palavra Cristã. Tal associação é blasfêmia das mais grotescas.

O que podemos fazer? O menos pior entre os piores?

Na verdade, como cristãos, filhos de Deus e amados, comprados por preço, a saber, o sangue do Cordeiro de Deus, o que nos resta é aguardarmos por nossa verdadeira pátria, a nossa mãe, a qual está nos céus:

“Mas a Jerusalém lá de cima é livre, a qual é nossa mãe” Gálatas 4:26

Todavia, sabemos que precisamos viver e subsistir neste mundo putrefato até que dele sejamos tomados, o que acontecerá no Dia do Senhor, logo, não é nenhum pecado aprendermos a nos mover em meio a serpentes e a répteis, os dominadores deste mundo escravizado pelo diabo. Sendo assim, devemos ser sábios e entendermos que podemos, se desejarmos, escolher o menos pior dentre os ruins, já que só nos restam estas duas opções políticas, uma vez que ambas estas categorias subsistem dos mesmos meios de sustento que mantém no poder e no conforto legiões de parasitas que se interpõem entre quem produz e quem consome, ou seja, vivem da propaganda política e dos altos impostos que pagamos. Suas mercadorias são as promessas falaciosas de “dias melhores” e o preço desta mercadoria são os impostos que pagamos e os votos que podemos ou não lhes dar. E entre estes se encontram os que são membros do maior organismo parasita de todo o mundo: a Maçonaria. Se por um lado temos partidos políticos movidos e guiados pela Maçonaria de Satanás (PSDB, PFL, PDT e PMDB), e do outro lado temos outros partidos cujos princípios estão alicerçados na ideologia marxista e atéia do comunismo/socialismo (PT, PcdoB), a escolha não é fácil, senão impossível. Peçamos socorro a Deus pela oração e pelas Escrituras.

O Mestre nos ensina a agir nesta vida

“Tendo eles chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam o imposto das duas dracmas e perguntaram: Não paga o vosso Mestre as duas dracmas? Sim, respondeu ele. Ao entrar Pedro em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos? Respondendo Pedro: Dos estranhos, Jesus lhe disse: Logo, estão isentos os filhos. Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.” Mateus 17:24-27

Se aprendermos a lição deste trecho bíblico, então poderemos nos mover bem mais facilmente em meio ao lodo e evitarmos que nossos pés sejam mordidos por víboras.

Os cobradores de impostos de que fala o trecho bíblico eram agentes do Império Romano, os quais cuidavam em garantir que o povo mantivesse no poder e em conforto (à custa dos impostos) os dominadores do Império dos Césares. Era uma multifacetada classe de “servidores” do estado romano, os quais viviam às custas das pessoas que trabalhavam e que produziam, com muito suor e sofrimento, as riquezas do Império. Este sistema perverso era mantido a ferro e fogo (como nos dias de hoje) onde quem fosse considerado “dissidente” do regime era encarcerado, senão morto. A hostilidade e a agressividade desses agentes romanos não deixa de transparecer nas palavras daqueles cobradores de impostos: “Não paga o vosso Mestre as duas dracmas?”. Notem bem a agressividade lançada contra o Senhor Jesus: “Ele não paga?”. Ora, só PAGA quem DEVE, e como alguém poderia ter a audácia e a ousadia de considerar o Senhor Jesus como devedor ou ainda intimá-lo a pagar alguma coisa? Pois foi esta, precisamente, a atitude que tiveram os agressivos serviçais do Império para com o Senhor. E foi o próprio Senhor quem se antecipou a Pedro e lhe perguntou: “Simão, que te parece? De quem cobram os reis da terra impostos ou tributo: dos seus filhos ou dos estranhos?” O próprio texto bíblico já nos dá a resposta a esta pergunta que o Senhor Jesus dirigiu a Pedro a fim de ensiná-lo, ou seja, os reis da terra cobram impostos dos estranhos, não de seus filhos. E, neste caso, os estranhos somos nós os cristãos, peregrinos em um mundo que não é a nossa pátria, nos movendo em território alheio, dominado por serpentes, até que possamos estar pisando sobre o solo santo da Jerusalém celestial. Porém, não deixou o Senhor Jesus de ressaltar sua própria soberania, deixando a entender que os seus filhos, os filhos do Reino, não devem nada a seu Pai, pois toda a terra pertence a Deus. Ou seja, Deus é o verdadeiro dono deste mundo que naquela época, tanto como agora, é dominado por usurpadores.

“Mas, para que não os escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que fisgar, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáter. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.”

Esta atitude do Senhor Jesus Cristo é a mesma que ele teve ao afirmar:

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Marcos 12:17

O Senhor Jesus não conduziu nenhuma rebelião armada contra César, não pregou a deposição dos senadores romanos e nem ensinou que devêssemos construir um governo cristão neste mundo. Pelo contrário, ele mesmo rejeitou ser proclamado rei pelos homens e afirmou, solenemente, que seu reino não era deste mundo:

“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte.” João 6:15  

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo.” João 18:36 

O Senhor Jesus Cristo é Rei eterno, imortal, e seu reino não é daqui de baixo, mas lá de cima.

“E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.” João 8:23 

O Reino de Deus nada tem a ver com governos supostamente cristãos! O Reino de Deus é a região espiritual da habitação dos que nasceram de novo e não é deste mundo, é governado do trono de Deus, nada tendo que ver com sistemas políticos humanos.

Uma vez que as Escrituras têm de se cumprir, o Mestre viveu entre nós sem alterar o curso dos acontecimentos históricos determinados pelo próprio Deus, ou seja, que este mundo existirá até que venha o Dia do Senhor. É necessário que haja déspotas e tiranos, pois a existência deles tem como objetivo nos proporcionar a escolha pelo bem em detrimento do mal e, mais do que tudo, permitir que, em meio a um mundo desesperadamente injusto e corrupto, a glória de Deus se manifeste, livrando-nos do mal e nos conduzindo, em triunfo, à Jerusalém preparada para os que temem e amam a Deus. Foi no Egito, um reino pervertido e ocultista, que Deus fez resplandecer a sua gloriosa mão livrando os judeus do cativeiro e os conduzindo à terra prometida. Impérios se levantam e caem, mas o povo de Deus atravessa a história poderosamente conduzido pelo Pastor das ovelhas. E o que para nós é evidência de salvação, ou seja, o escolhermos o bem e o detestarmos o mal, é para os de fora evidência de perdição, enquanto se banqueteiam às custas de dinheiro fraudulento, de corrupção, de extorsões, de chantagens e mesmo dos impostos que levam de nós sem que lhes façamos resistência.

“e que em nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é, para vós outros, de salvação, e isto da parte de Deus.” Filipenses 1:28 

Melhoria das condições sociais, combate aos interesses internacionais, distribuição de renda, fome zero, justiça social, enfim, todos estes chavões cansativos e nada originais fazem parte do mesmo discurso utópico e mentiroso cuja finalidade é enganar os homens a fim de que se rendam mais facilmente à dominação de víboras e de parasitas sanguessugas. Os patéticos e lamentáveis resultados práticos de todas essas ideologias são a própria evidência da utopia falaciosa desses discursos políticos cujo centro de atenção e de atuação é a criatura humana, não o Criador. Nenhum cristão em sã consciência espiritual jamais poderá aceitar a falsa esperança de “dias melhores” por parte de homenzinhos carregados de pecados e facilmente manipulados pelo diabo. Toda e qualquer esperança meramente humana (ideologias, filosofias, discursos políticos) é pecado.

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR!” Jeremias 17:5 

“Não confieis em príncipes, nem nos filhos dos homens, em quem não há salvação.” Salmos 146:3

Votar não é pecado, e participação política também não, todavia, se meu voto for servir para a perpetuação de opressores e de mentirosos no poder, melhor é que eu não vote. Outrossim, se eu tiver a certeza de que certo irmão se dispôs a ingressar na política empunhando a bandeira da justiça, talvez meu voto seja dele. Tendo em mente, porém, que não existe registro, em toda a história da humanidade, de um sistema de governo humano que tenha sido justo. Simplesmente não há.

De uma coisa, ainda, podemos estar certos: Embora Deus possa nos conceder rios de prosperidade mesmo em meio à mais horrenda miséria, é certo que este mundo dominado por Satanás irá de mal a pior, até que venha o Senhor.

“E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores. Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.” Mateus 24:6-14

Cada um que responda por si.

-- INTELLECTUS

 

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