O Brasil, a Maçonaria e os Protocolos

dos Sábios de Sião

 

 

“Acaso, não ouviste que já há muito dispus eu estas coisas, já desde os dias remotos o tinha planejado? Agora, porém, as faço executar e eu quis que tu reduzisses a montões de ruínas as cidades fortificadas.” 

  - 2 Reis 19:25 - 

Por vezes somos solicitados a expressar nossa opinião a respeito de um antigo documento chamado de “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. E devido a essas solicitações é que compusemos este artigo.

De início, convém salientar que há pessoas que apenas ouviram falar sobre esse documento, ao passo que outras já o leram, do começo ao fim. É uma leitura enfadonha, nada empolgante, de uma obra profundamente depressiva e arrogante. A linguagem utilizada pelo autor daquilo é algo rebuscada e rica em detalhes, embora o conteúdo, em diversos momentos, canse pelo fato de seu autor arrogar para si determinados conhecimentos sobre o comportamento humano os quais já foram, e bem melhor, dissecados por escritores de épocas muito mais remotas. Mais enfadonho e desagradável ainda é a arrogância de alguém que julga poder intervir na história da humanidade a seu bel prazer, o que homem algum jamais pôde fazer, pois tudo tem, obrigatoriamente, de passar pela aprovação d’Aquele que, de fato, tem a autoridade sobre todos os reinos e povos de toda a História. Seu nome é Senhor Jesus Cristo.

“e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra.”

 - Apocalipse 1:5 -

Como fica evidente pelos trechos bíblicos citados acima, verificados na prática, o único que tem a autoridade para conduzir a História, com bem lhe aprouver, é Deus. E este fato já, prontamente, desmistifica essa bizarra obra conhecida como “Os Protocolos”.

Seu conteúdo para os cristãos é de nenhum proveito, e o tal escrito é de tal ordem arrogante que poderia ser classificado como leitura não recomendada, tal como a pornografia.

A origem dos “Protocolos” é obscura, e ainda que se façam, e que se repitam, pesquisas que procurem demonstrar sua verdadeira origem, este trabalho parece conduzir sempre ao mesmo lugar, ou seja, a lugar nenhum. As diversas supostas fontes de tal documento são conflitantes e não parece haver nenhuma evidência que prove a sua verdadeira origem. Esta preocupação, a de desvendar a origem dessa obra, foi suscitada devido ao fato da autoria deste documento ser, até hoje, por alguns, atribuída a judeus que supostamente partilham entre si detalhes sobre um plano de dominação mundial. Todavia, não há nada nos “Protocolos” que possa ser considerado evidência de uma autoria genuinamente judaica. Movimentos rancorosos como o anti-semitismo costumam se valer mais da propaganda ideológica do que de fatos concretos, e a suposta autoria judaica dos “Protocolos dos Sábios de Sião” não é um fato concreto.

Um Documento Maçom

Deixando de lado a inútil preocupação com a origem dos “Protocolos”, passemos agora ao conteúdo daquilo. Neste ponto, ou seja, na análise do conteúdo desses escritos, podemos nos deparar com algumas surpresas. Uma delas é a intimidade que seu autor mostra com os princípios que norteiam as sociedades secretas, suas estruturas e seus objetivos. No bojo desta estúrdia obra podemos encontrar uma surpreendente e escandalosamente precisa alusão aos recônditos da Maçonaria:

Mas, esperando nosso advento, criaremos e multiplicaremos, pelo contrário, as lojas maçônicas em todos os países do mundo, atraindo para elas todos os que são ou possam ser agentes proeminentes. Essas lojas formarão nosso principal aparelho de informações e o meio mais influente de nossa atividade. Centralizaremos todas essas lojas em uma administração que somente nós conheceremos, composta pelos nossos Sábios. As lojas terão seu representante, atrás do qual estará escondida a administração de que falamos, e será esse representante quem dará a palavra de ordem e o programa. Formaremos nessas lojas o núcleo de todos os elementos revolucionários e liberais. Elas serão compostas por homens de todas as camadas sociais. Os mais secretos projetos políticos ser-nos-ão concedidos e cairão sob a nossa direção no próprio momento em que apareçam. No número dos membros dessas lojas se incluirão quase todos os agentes da polícia nacional e internacional, como na questão Azef, porque seu serviço é insubstituível, para nós, visto como a polícia, pode não só tomar medidas contra os recalcitrantes, como cobrir nossos atos, criar pretextos de descontentamentos, etc... Aqueles que entram para as sociedades secretas são ordinariamente ambiciosos, aventureiros, e em geral, homens na maioria levianos, com os quais não teremos grande dificuldade em nos entendermos para realizar nossos projetos.”
 (Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 15)

Se esta obra não possui elementos suficientes a fim de que possa ser classificada como judaica, o mesmo não pode ser dito de seu caráter maçônico. Na realidade, em diversos pontos, encontramos como que confissões de uma autoria maçônica . Senão vejamos:

Nós aparecemos ao operário como os libertadores desse jugo, quando lhe propusermos entrar nas fileiras do exército de socialistas, anarquistas e comunistas que sempre sustentamos sob o pretexto de solidariedade entre os membros de nossa franco-maçonaria social.”
 (Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 3)
Quem poderá derrubar uma força invisível? Nossa força é assim. A franco-maçonaria externa serve unicamente para cobrir nossos desígnios; o plano de ação dessa força, o lugar que assiste, são inteiramente ignorados do público.”
 (Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 4)
Para que teríamos inventado e inspirado aos gentios toda essa política, sem lhes dar os meios de penetrá-la, para que, senão para alcançar secretamente por não poder, como raça dispersa, alcançar diretamente? Isso serviu de base à nossa organização da franco-maçonaria secreta, que ninguém conhece e cujos desígnios não são sequer suspeitados pelos tolos gentios, atraídos por nós ao exército visível das lojas, a fim de desviar os olhares de seus próprios irmãos.”
(Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 11)

Trechos assim não poderiam ter sido produzidos senão por alguém que, de fato, conhecesse as recâmaras escuras do serpentário maçônico. Aliás, o autor dos “Protocolos” mostra mais do que intimidade com a linguagem maçônica, mostra, isto sim, precisa e profunda interação com o clube do bolinha de Satanás. Particularmente, não temos dúvidas de que “Os Protocolos dos Sábios de Sião” sejam um documento maçônico.

Precisão da tal Agenda?

O autor dos “Protocolos” procura apresentar seu escrito como uma espécie de agenda política a ser implementada visando a tomada do controle do governo do mundo, muito embora suas asseverações possam ser vistas sob um ponto de vista local, não tão generalizado, aliás, é o próprio documento que, frequentemente, se auto-restringe às fronteiras européias:

Quando criarmos, graças aos meios ocultos de que dispomos por causa do ouro, que se acha totalmente em nossas mãos, uma crise econômica geral, lançaremos à rua multidões de operários, simultaneamente, em todos os países da Europa.”
 (Os Protocolos dos Sábios de Sião; Cap. 3)

O teor deste bizarro documento alude à um domínio mundial com um “centro de operações” europeu, o que não é algo original, haja vista que déspotas como Napoleão Bonaparte ou Adolf Hitler também possuíam ambições semelhantes. A argumentação em prol de uma autoria judaica dos “Protocolos” fica bem enfraquecida se levarmos em conta que tanto Napoleão como Hitler levaram seus planos à prática, enquanto que os “Protocolos” se perdem em considerações teóricas, não tendo surgido, pelo menos até o momento, nenhum império judaico ou governo mundial judeu.

Se os judeus são um povo a quem Deus dotou de notável inteligência (o que pode ser verificado pela grande quantidade de cientistas judeus de renome, pela prosperidade dos empreendimentos judaicos e pela robustez militar e econômica do Estado de Israel) isto está longe de ter alguma relação com o teor dos “Protocolos”. A prosperidade judaica só existe e somente se concretiza porque Deus zela por cumprir Sua palavra, e nas Escrituras está profetizado:

“Eis que eu os congregarei de todas as terras, para onde os lancei na minha ira, no meu furor e na minha grande indignação; tornarei a trazê-los a este lugar e farei que nele habitem seguramente.”

 Jeremias 32:37

Esta profecia já tem se cumprido desde que, após cerca de dois mil anos de exílio, Deus tornou a trazer Israel para habitar em seu lugar. E isto se manterá até que se cumpra outra profecia bíblica:

“Eis que vem o Dia do SENHOR, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas; metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o restante do povo não será expulso da cidade. Então, sairá o SENHOR e pelejará contra essas nações, como pelejou no dia da batalha. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o monte das Oliveiras será fendido pelo meio, para o oriente e para o ocidente, e haverá um vale muito grande; metade do monte se apartará para o norte, e a outra metade, para o sul. Fugireis pelo vale dos meus montes, porque o vale dos montes chegará até Azal; sim, fugireis como fugistes do terremoto nos dias de Uzias, rei de Judá; então, virá o SENHOR, meu Deus, e todos os santos, com ele.”

Zacarias 14:1-5

Diferentemente das profecias bíblicas, a precisão dos “Protocolos” está mais do que desacreditada por suas muitas falhas, embora seja uma obra rica em detalhes e em certeiras asseverações sobre a ambição humana e sobre o caráter putrefato de muitos jogos políticos, antigos e recentes.

O Brasil e os Protocolos dos Sábios de Sião

De tudo o que foi até agora comentado, o mais triste é verificar que, na prática, em alguns pontos o documento está até mesmo defasado, se considerarmos, por exemplo, a monstruosidade real, não teórica, de determinadas arquiteturas político-econômicas que foram, sorrateiramente, instauradas no Brasil dos dias de hoje (2005). A crueldade com que o Brasil tem sido explorado por homens ímpios e profanos não fica nada a dever ao teor maquiavélico dos “Protocolos”. E isto só é possível graças à explícita conivência e cumplicidade de homens pérfidos e frios, os quais foram estrategicamente postos para este mesmo fim. Se, de fato, existe uma conspiração à nível internacional para a tomada do controle dos governos das nações, o Brasil não é presa difícil. Pelas mãos de partidos e de políticos brasileiros, coniventes e cúmplices, esta nação já sucumbiu, há muito, à dominação alienígena que devora, qual abutre, o que ainda resta de um país empobrecido, usurpado e humilhado pela corrupção de seus sucessivos governos. Se a devassidão e a imoralidade dos “Protocolos” se expressam em muitas considerações teóricas, as multidões de miseráveis e de famintos que vagueiam por todo o Brasil expressam realidades de governos igualmente imorais, todavia não na forma de teoria, mas na mais horrenda prática.

Os Eventos do Fim

Um cristão minimamente informado poderá, sem hesitação, afirmar que estamos caminhando para momentos de crescente dor e sofrimento. E estes momentos estão profetizados nas Escrituras, detalhadamente e com precisão divina. De fato o mundo será entregue nas mãos de um déspota mundial, como está escrito:

“Foi-lhe dado, também, que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação; e adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça.” 

Apocalipse 13:7-9

Estes eventos, todavia, acontecerão para que se cumpram as Escrituras e para que sejam consumadas todas as promessas e as ameaças de Deus:

“Então, o anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita para o céu e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o mesmo que criou o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles existe: Já não haverá demora, mas, nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo ele anunciou aos seus servos, os profetas.”

 Apocalipse 10:5-7

Particularmente acreditamos que a Maçonaria tem tido um especial destaque na condução do mundo ao vindouro governo da Besta, e como também já dissemos, não temos dúvidas de que “Os Protocolos dos Sábios de Sião” sejam um documento maçom. Todavia, assim como o próprio Satanás, os confeccionadores de planos de dominação não passam de seres embriagados pelo orgulho e pela altivez cega. Julgando-se poderosos e intocáveis, marcham, dia a dia, como gado para o matadouro, pois chegará o momento de sua ruína, e isto da parte de Deus:

“A arrogância do homem será abatida, e a sua altivez será humilhada; só o SENHOR será exaltado naquele dia.”

 Isaías 2:17

 

“Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande Dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?”

Apocalipse 6:15-17

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