O Sétimo Dia e a Posição do Homem na Eternidade

Deus sabia que no projeto de criar o homem, inevitavelmente ele viria a pecar?
Deus deixou o mal diante do homem como escolha, para provar seu livre arbítrio?
 

Mais do que um “projeto de criação”, os objetivos de Deus em criar o homem foram, e são, surpreendentemente elevados. Podemos, sem hesitação, afirmar que na criação do homem foram expressas as mais profundas e elevadas manifestações do caráter amoroso de Deus.

Segundo as Escrituras, podemos saber que os anjos já existiam antes do homem, são seres poderosíssimos, gloriosos e que possuem personalidade própria, distinção e singularidade, mesmo sendo muitos em número:

“Vi e ouvi uma voz de muitos anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares” Apocalipse 5:11 

A grandiosidade desses seres celestiais é de tal ordem que pode chegar a ser impressionante o que de alguns deles é dito, como por exemplo:

“Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória.” Apocalipse 18:1 

Se continuarmos a percorrer as Escrituras, veremos que muitas coisas gloriosas são ditas à respeito dos anjos de Deus. Porém, coisas ainda mais surpreendentes encontramos nas Escrituras quando elas apresentam o papel dos anjos e dos homens, juntamente, na criação de Deus. Por exemplo:

“Ora, a qual dos anjos jamais disse: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos por estrado dos teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” Hebreus 1:13-14

“Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino.” Hebreus 1:7,8

E acerca dos homens, a saber, dos vencedores em Cristo, diz Deus:

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” Apocalipse 3:21 

Esta introdução se faz necessária a fim de que possamos entender, compreender e visualizar a tremenda posição para a qual Deus destinou os homens. Pelas Escrituras podemos saber que nossa posição nos céus será superior a dos anjos, e isto está nitidamente expresso e demonstrado na missão do Senhor Jesus Cristo, o qual sendo Deus, desceu do seu trono e assumiu a forma da sua criação, mesmo estando ele na elevadíssima e altíssima posição de Criador. E isto ele fez por causa dos homens, não por causa dos anjos. O Criador assumiu a forma da criatura, e com a finalidade de salvá-la e de elevá-la ao seu próprio trono dando-nos o seu próprio reino:

“Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino.” Lucas 12:32 

Seremos reis eternos que reinarão com o Senhor Jesus Cristo, dominando e possuindo o glorioso reino do Todo-Poderoso Deus, segundo os seus próprios propósitos:

“As nações andarão mediante a sua luz, e os reis da terra lhe trazem a sua glória.” Apocalipse 21:24 

Esses reis a que se referem as Escrituras somos nós, os cristãos, quando tiver chegado a hora da nossa redenção, transformação desse nosso corpo mortal em corpo de glória e entrada nos portais eternos da glória de Deus. Todas estas coisas na dependência e na sujeição ao Primogênito de Deus, para quem todas estas coisas foram criadas e preparadas pelo Pai:

“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11:36 

Deus sabia que no projeto de criar o homem, inevitavelmente ele viria a pecar?

Sim! Sabia! A onisciência de Deus é um de seus atributos divinos e exclusivos, a nós revelada nas Escrituras, como está escrito:

“Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas.” 1 Pedro 1:1,2

Pelo que já foi visto acima, o plano de Deus para o homem ocupa uma prioridade e excelência ímpar no coração de Deus. Aprouve a Deus fazer com que os homens remidos por Cristo não somente herdassem o seu reino eterno, bem como também participassem da própria natureza divina:

“pelas quais nos têm sido doadas as suas preciosas e mui grandes promessas, para que por elas vos torneis co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção das paixões que há no mundo”  2 Pedro 1:4 

Isto também está expresso no seguinte versículo:

“Eu disse: sois deuses, sois todos filhos do Altíssimo.” Salmos 82:6 

A queda de Lúcifer e de seus seguidores angelicais foi, sem dúvida, o mais nefasto acontecimento de toda a história da existência, a partir do momento em que seres dotados de consciência foram criados. O estrago já é bem conhecido e se estende até os nossos dias, porém não se estenderá e nem atingirá o período de tempo sem fim que a Bíblia chama de o Dia Eterno:

“antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, tanto agora como no dia eterno.” 2 Pedro 3:18 

Este Dia Eterno é o Sétimo Dia anunciado por Deus desde o princípio da criação:

“E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito.” Gênesis 2:2

Este dia, a saber, o sétimo dia, é o mais importante da história da criação, e, como vemos em Gênesis, fazia e faz parte do plano de Deus para o homem, como também está demonstrado no Livro aos Hebreus:

“Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera. E novamente, no mesmo lugar: Não entrarão no meu descanso. Visto, portanto, que resta entrarem alguns nele e que, por causa da desobediência, não entraram aqueles aos quais anteriormente foram anunciadas as boas-novas, de novo, determina certo dia, Hoje, falando por Davi, muito tempo depois, segundo antes fora declarado: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração. Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia. Portanto, resta um repouso para o povo de Deus.” Hebreus 4:4-9

Toda a História da Criação Existe como Preparação para o Sétimo Dia, o Dia do Senhor!

Este dia, a saber, o Dia do Senhor, será o cumprimento final de todos os propósitos de Deus para a sua criação. No descanso de Deus não haverá desastres, não haverá contaminação de espécie alguma e não haverá morte. Será o momento e a hora da inauguração do novo e eterno habitat das criaturas de Deus, os novos céus e a nova terra, onde Lúcifer e seus anjos nunca jamais estiveram e onde nenhum incrédulo, idólatra ou mentiroso poderá entrar:

"Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas." Isaías 65:17

"Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça." 2 Pedro 3:13

Deus deixou o mal diante do homem como escolha, para provar seu livre arbítrio?

Bem mais do que isto! Vejamos o que disse Deus após Adão e Eva terem comido do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal:

"Então, disse o SENHOR Deus: Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal; assim, que não estenda a mão, e tome também da árvore da vida, e coma, e viva eternamente" Gênesis 3:22

É o próprio Deus quem afirma ser ele mesmo conhecedor do bem e do mal. E o homem usurpou este conhecimento. Mas, em poucas e breves palavras, o que é o mal?

O mal é a utilização de todo e qualquer poder em benefício próprio, desde que esse benefício próprio redunde no prejuízo de alguém. Isto é o que a Bíblia chama de injustiça

"Toda injustiça é pecado" 1 João 5:17 

O oposto do mal é o bem, e este visa o benefício de outrem na mesma medida em que visa o benefício de quem o pratica. Este princípio está expresso no segundo maior mandamento de todos:

"Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" Romanos 13:9

O conhecimento do bem e do mal deu ao homem a possibilidade de escolher utilizar todo o seu potencial em benefício do próximo, isto é o amor. Mas este conhecimento também conferiu ao homem o poder de prejudicar o próximo, de causar-lhe dano, isto é o ódio. E é esta a grande escolha que todos temos o poder de fazer nesta existência, ou seja, utilizar o que temos, o que sabemos e o que possuímos para a causa da justiça ou para os propósitos da maldade. O poder do conhecimento do bem e do mal deu ao homem uma liberdade de ação semelhante à que o próprio Deus possui. Este poder, todavia, não beneficia ninguém, a menos que esteja sujeito aos princípios de justiça inerentes ao caráter e ao coração de Deus. E para que possamos ter controle sobre este imenso poder que temos, faz-se necessário que obedeçamos o mandamento que vem antes do segundo mais importante:

"Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento." Mateus 22:37

Submetendo este poder que temos aos pés de Cristo, desta forma amando a Deus, somos contemplados com o sentido e com a noção da justiça, outro atributo de Deus e que é o que norteia a escolha correta do uso de todo o conhecimeno que possuímos. O poder do Espírito de Deus agindo no homem o conduz ao amor, a expressão do bem. Somente o Espírito de Deus pode nos guiar pelas veredas da justiça no amor de Deus.

"Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome." Salmos 23:3

Mas o poder de Satanás agindo no homem o incita ao ódio, a expressão do mal. Satanás procurará sempre explorar o conhecimento que o homem tem do mal a fim de fazê-lo optar pela injustiça. E há sempre um ganho oferecido por este uso indevido do conhecimento do mal: Os prazeres do pecado, a destruição de inimigos pessoais, o afago e a axaltação do ego, a ilusória sensação de segurança mundana e a sensação de superioridade e de domínio sobre outros, o que tantos apreciam ao preço de suas próprias almas. Por isso todos têm de escolher entre a submissão ao senhorio do Senhor Jesus Cristo ou ao senhorio de Satanás. E esta escolha se dá pela aceitação do Evangelho ou pela sua rejeição. Por isso todas as demais religiões que há no mundo são inúteis para salvar alguém.

O Evangelho do Senhor Jesus Cristo é o único meio de imprimir no coração do homem o princípio da justiça de Deus e assim conduzí-lo a usar todo o seu poder e conhecimento segundo a justiça do coração de Deus. 

O Evangelho é também o único modo de salvar o homem do domínio de Satanás e da inevitável consequência que se seguirá, a saber, o castigo eterno. 

"Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego" Romanos 1:16

Deus já conhecia a opção de todos os seres humanos antes mesmo de terem sido criados. Porém, a expressão de nossas ações nesta existência não servem de nada para o conhecimento de Deus a nosso respeito, mas servem, tão somente, a fim de que os homens sejam julgados segundo os seus atos. O bem ou o mal que praticamos nesta vida é a expressão da escolha que fizemos. É a evidência, em atos, daquilo o que mais amamos e adoramos nesta efêmera existência que tem a única finalidade de ser o palco da separação entre os que amam a Deus e os que o odeiam. Por isso esta existência temporal teve de preceder a existência eterna. É aqui o palco da separação.

"Quem me odeia odeia também a meu Pai. "João 15:23

"O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras. Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus." João 3:19-21

O Evangelho é a Espada de Dois Gumes de Deus. Mediante esta espada serão salvos os que nele crêem, e mediante esta mesma espada serão condenados os que o rejeitam. Toda a existência está na dependência do Evangelho do Senhor Jesus Cristo

"Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força." Apocalipse 1:12-16

 

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